Do celular ao cimento: o engenheiro de minas está em mais lugares do que você imagina
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Por Redação
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Quando alguém fala em mineração, muita gente imagina uma enorme escavadeira trabalhando no meio de uma montanha. A cena existe. Mas ela conta apenas uma parte da história.
Nesta sexta-feira, 10 de julho, é celebrado o Dia do Engenheiro de Minas, o profissional responsável por planejar, acompanhar e tornar possível a extração dos recursos minerais que abastecem praticamente todos os setores da economia.
A mineração começa debaixo da terra e termina na sua rotina
O concreto do prédio, o asfalto da rua, a brita usada nas obras, o calcário aplicado na agricultura, o cobre dos fios elétricos, o alumínio das latinhas e até os minerais presentes na bateria do celular passaram, em algum momento, pelo trabalho de um engenheiro de minas.
É uma profissão que raramente aparece nas manchetes, justamente porque costuma trabalhar antes que o restante da cadeia produtiva entre em cena.
Muito além de cavar buracos
O trabalho desse profissional envolve estudos geológicos, planejamento das lavras, segurança dos trabalhadores, preservação ambiental e recuperação das áreas exploradas.
Em outras palavras, não basta encontrar um minério. É preciso saber se vale a pena extraí-lo, como fazer isso com segurança e quais serão os impactos da atividade.
Um papel importante também para o Oeste do Paraná
Embora o Paraná não seja lembrado pelas grandes minas de ferro ou ouro, a mineração tem participação importante na economia estadual. A extração de calcário, areia, argila e brita abastece a construção civil, a indústria e o agronegócio, setores fundamentais para municípios do Oeste paranaense.
Sem esses materiais, dificilmente haveria estradas, moradias, silos, barracões ou boa parte da infraestrutura que movimenta a região.
Um profissional que trabalha para quase ninguém perceber
Talvez esse seja o maior paradoxo da profissão.
Quando tudo funciona, ninguém pensa de onde veio o concreto da calçada, a brita da rodovia ou o minério que faz o celular funcionar. Mas basta faltar qualquer um desses elementos para perceber que existe muito planejamento antes de cada obra, equipamento ou lavoura.
No fim das contas, o engenheiro de minas passa boa parte da carreira trabalhando longe dos holofotes. Ainda assim, ajuda a construir, literalmente, a base sobre a qual todos nós caminhamos.