Ameba comedora de cérebro tem duas vítimas no Brasil e preocupa especialistas pelo mundo

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O microrganismo vive, principalmente, em águas doces aquecidas, como lagos, rios, fontes termais e piscinas sem manutenção. A infecção acontece qu...
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Foto: Bruno da Rocha-Azevedo, Herbert B. Tanowitz e Francine Marciano-Cabral / Interdisciplinary Perspectives on Infectious Diseases

Por Luiz Haab

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Uma infecção extremamente rara, mas com alto índice de mortalidade, tem chamado a atenção de autoridades de saúde e pesquisadores em diversos países. A Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”, vem sendo identificada em um número crescente de locais, inclusive em regiões onde antes praticamente não era encontrada.

O microrganismo vive, principalmente, em águas doces aquecidas, como lagos, rios, fontes termais e piscinas sem manutenção. A infecção acontece quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que a ameba alcance o cérebro e provoque uma grave inflamação.

Os primeiros sintomas costumam incluir dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, mas o quadro pode evoluir rapidamente para confusão mental, convulsões e morte. Historicamente, a taxa de sobrevivência é muito baixa, embora estudos recentes indiquem que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato possam aumentar as chances de recuperação.

Especialistas avaliam que o aumento da temperatura das águas, associado às mudanças climáticas e ao avanço dos métodos de diagnóstico, pode explicar o crescimento dos registros da doença em diferentes partes do planeta. Em 2025, a Índia enfrentou o maior surto já documentado, enquanto casos isolados também foram registrados em outros países, incluindo o Brasil.

Apesar de o risco de infecção continuar sendo considerado extremamente baixo, médicos recomendam cuidados ao nadar em águas doces quentes, especialmente evitando que a água entre pelas narinas. Outra orientação importante é nunca utilizar água da torneira para lavagem nasal, optando apenas por água esterilizada, destilada ou previamente fervida e resfriada.

Embora seja uma doença rara, a rapidez com que a infecção evolui faz com que a prevenção seja a principal forma de proteção.

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