Quadrilha usa app de encontro gay e faz três vítimas em uma semana; veja o que diz o Grindr

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No caso mais recente, um homem de 36 anos. Ele conversava havia alguns dias com um homem que se identificava como "Wilson"....
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Foto: Divulgação

Por Luiz Haab

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Uma sequência de roubos com o mesmo modo de agir tem chamado a atenção das autoridades paraguaias em Ciudad del Este. Nos últimos dias, pelo menos três casos com características praticamente idênticas foram registrados, todos envolvendo vítimas atraídas por perfis falsos no aplicativo de relacionamentos Grindr.

O caso mais recente aconteceu na manhã desta segunda-feira (6), quando um brasileiro de 36 anos, morador de São Bento, na Paraíba, foi vítima da quadrilha após combinar um encontro pelo aplicativo.

Segundo a denúncia apresentada à Polícia Nacional, ele conversava havia alguns dias com um homem que se identificava como “Wilson”. Ao chegar ao local combinado, no microcentro de Ciudad del Este, foi buscado por um motociclista e levado até a parte baixa do bairro San Rafael.

No local, entre oito e dez homens armados e encapuzados renderam a vítima. O brasileiro permaneceu em cárcere privado por cerca de três horas enquanto os criminosos roubavam seu iPhone 15 Pro Max e o obrigavam a realizar transferências bancárias que somaram aproximadamente R$ 20 mil.

Após concluírem o roubo, os assaltantes libertaram a vítima e ainda entregaram dinheiro suficiente para que ela retornasse de mototáxi ao Brasil. Horas depois, o homem voltou ao Paraguai para registrar a ocorrência.

O episódio é o terceiro com o mesmo perfil registrado em pouco mais de uma semana.

No último fim de semana, um cidadão colombiano também denunciou ter sido atraído por um encontro marcado no Grindr. Ele perdeu dinheiro em espécie, joias, celular e ainda foi obrigado a fazer transferências bancárias durante o assalto.

Dias antes, em 26 de junho, um jovem brasileiro de 22 anos, natural da Bahia, permaneceu quase 18 horas em poder da quadrilha após aceitar um encontro pelo aplicativo. O prejuízo estimado foi de cerca de R$ 100 mil. 

De acordo com investigadores da Polícia Nacional, a maioria das vítimas é formada por brasileiros que visitam Ciudad del Este para fazer compras ou turismo.

As investigações apontam que a organização criminosa cria perfis falsos com fotografias atrativas e mantém conversas durante vários dias para conquistar a confiança das vítimas. Depois, marca encontros presenciais e envia um motociclista para buscá-las no centro da cidade ou em hotéis.

As vítimas são levadas até regiões isoladas da parte baixa do bairro San Rafael, próximo ao Rio Paraná, onde são rendidas por homens armados. Além do roubo de dinheiro, celulares e documentos, os criminosos costumam obrigar as vítimas a realizar transferências bancárias e, em alguns casos, até contratar empréstimos por aplicativos financeiros.

Após os crimes, os suspeitos fogem por passagens estreitas que dão acesso à margem do rio, dificultando a perseguição policial.

Diante da repetição dos casos, as autoridades reforçam o alerta para que turistas evitem encontros marcados com pessoas desconhecidas em locais isolados. O Grindr informou que coopera com as investigações quando solicitado pelas autoridades e recomenda que os usuários confirmem a identidade dos contatos por videochamada, realizem os primeiros encontros apenas em locais públicos, compartilhem a localização com pessoas de confiança e denunciem qualquer atividade suspeita à plataforma e à polícia.

Informações: Portal da Cidade.

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