Chamado de incompetente pelo presidente, ex-técnico da Coreia do Sul deixa o país após ameaças de morte
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Por Diego Cavalcante
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O técnico Hong Myung-bo deixou a Coreia do Sul e viajou para os Estados Unidos após renunciar ao comando da seleção nacional, em meio a uma intensa crise provocada pela eliminação precoce da equipe na Copa do Mundo de 2026. A saída ocorreu depois de o treinador receber ameaças de morte e ser alvo de duras críticas do presidente do país.
A crise ganhou força após a campanha decepcionante da seleção sul-coreana, eliminada ainda na fase de grupos do Mundial. Dias depois, Hong Myung-bo anunciou a renúncia ao cargo, assumindo a responsabilidade pelo desempenho da equipe. A repercussão negativa tomou conta do país e gerou forte pressão sobre o treinador e a federação de futebol.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, classificou como “incompetente” a condução da seleção e criticou a gestão da federação, afirmando que pessoas despreparadas ocupavam cargos importantes. O chefe de Estado também determinou a abertura de uma investigação para apurar a administração da entidade esportiva.
Após a eliminação, Hong passou a receber ameaças de morte por parte de torcedores revoltados. A gravidade da situação levou as autoridades a reforçarem a segurança no Aeroporto Internacional de Incheon durante o retorno da delegação. Dias depois, o ex-treinador embarcou para Los Angeles, nos Estados Unidos, por motivos de segurança, segundo veículos da imprensa internacional.
A crise também atingiu a direção da federação sul-coreana. Além da saída de Hong Myung-bo, o presidente da entidade apresentou renúncia, aumentando a pressão por mudanças no comando do futebol do país.
A nomeação de Hong Myung-bo, em 2024, já havia sido cercada por questionamentos sobre o processo de escolha. Com a eliminação na Copa do Mundo e a sequência de acontecimentos, a situação desencadeou uma das maiores crises recentes do futebol sul-coreano.