Polícia indicia organizadora de salto fatal: jovem foi lançada sem corda em 'evento' de rope jump

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Segundo a polícia, Evelyne integrava o núcleo responsável pela organização do evento, atuando na logística, divulgação e administração dos participantes.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, ocorrida durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP), e decidiu pelo indiciamento da organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, 43 anos, por homicídio qualificado e fraude processual. A investigação aponta responsabilidade direta na condução da atividade que terminou na morte da jovem.

Segundo a polícia, Evelyne integrava o núcleo responsável pela organização do evento, atuando na logística, divulgação e administração dos participantes. Para os investigadores, ela tinha dever de evitar o resultado fatal e assumiu o risco ao permitir a realização da atividade em condições consideradas inadequadas, o que sustenta o pedido de conversão da prisão temporária em preventiva.

Veja um trecho do depoimento da organizadora:

Evelyne dos Santos Gonçalves, organizadora indiciada, em depoimento à polícia.

Maria Eduarda morreu após ser lançada da estrutura a cerca de 40 metros de altura sem cordas de segurança. O caso já havia levado ao indiciamento de instrutores no primeiro inquérito, que apurou a dinâmica do salto e possíveis falhas graves na execução da atividade, investigada como homicídio com dolo eventual.

As apurações também seguem para localizar a câmera utilizada pela vítima, que desapareceu após a queda e é considerada peça-chave para a reconstrução do caso. Enquanto isso, a Justiça analisa novos pedidos envolvendo outros investigados, em um processo que aprofunda a responsabilização pela tragédia que chocou a região.

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