Depois do pesadelo, CGN volta à casa destruída pelo granizo: ‘Ressuscitei, mas perdemos tudo’
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Por Luiz Haab
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A CGN voltou nesta quarta-feira (1º) até a casa da família que foi completamente abalada pelo temporal de ontem no bairro Universitário, em Cascavel. O retrato é de uma família que precisou guardar o choro e recomeçar. Nunca tiveram muito, mas de repente ficaram sem nada.
“Foi gelo e água que chegou na minha cintura e levantou tudo dentro de casa. Até os meus tênis eu perdi”, conta o mecânico Renato Padilha.
A Fabiane, esposa dele, conta que o temporal de granizo de terça-feira (30) destruiu tudo em menos de cinco minutos.
“Foi um desespero grande de. Eu estou com hematoma na perna. Não é fácil esquecer, não vai ser tão cedo esquecer isso aí, né?”
Desde então o gelo derreteu, a sujeira ficou e hoje foi uma quarta-feira de trabalho e solidariedade. A Fabiane e os filhos, um menino de quatro anos e uma menina de dez meses, dormiram na casa da vinha.
“Graças ao bom Deus, essa minha vizinha aqui do lado me acolheu e me apoiou? Ela acolheu meus filhos junto, ali.”
Já o Renato passou a madrugada sem pregar os olhos, em vigília, em acordou cedo para passar o dia inteiro sem descanso. A família dele e outros moradores da vizinhança agora contam com a ajuda da comunidade, por meio de doações, para reconstruir o dia a dia. O telefone colocado à disposição para quem puder ajudar é o da Fabiane: (45) 99817-8751.
“Eu agradeço muito, de coração, que as pessoas estão ajudando. Tem mais famílias precisando. Pode trazer alimentos, itens de higiene pessoal… precisamos muito”, conta.
Um berço com colchão e algumas cobertas já chegaram. Uma equipe da Defesa Civil também se colocou à disposição.
“A gente precisa de móveis, porque os meus já eram, mas também de materiais para a casa, porque quebraram telhas também”, acrescente o Renato.
A dona da casa encerra agradecendo por estarem todos vivos. “Quase que a chuva me leva, Mas graças ao bom Deus, em consegui me segurar. Deus me deu força bastante e eu consegui me recuperar e ressuscitar. É o que eu estou fazendo, né? A gente está vivo. A importância é a vida da gente.”