O som que nasceu nas periferias da Jamaica e conquistou o planeta
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Por Redação
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Poucos estilos musicais conseguiram fazer algo que o reggae faz há décadas: transformar canções em mensagens. Enquanto muitos ritmos embalam festas, o reggae também embalou movimentos sociais, inspirou lutas por igualdade e levou para milhões de pessoas reflexões sobre paz, liberdade e justiça.
Celebrado em 1º de julho, o Dia Internacional do Reggae não homenageia apenas um gênero musical. A data lembra uma manifestação cultural que nasceu nas ruas de Kingston, na Jamaica, e ultrapassou fronteiras ao unir música, identidade e resistência. Em 2018, o reggae jamaicano foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, reforçando sua relevância histórica e cultural.
Muito além de Bob Marley
É praticamente impossível falar em reggae sem lembrar de Bob Marley. Mas a história do gênero vai muito além de seu maior ícone. O reggae surgiu a partir da evolução de ritmos jamaicanos como o ska e o rocksteady e encontrou, em artistas de diferentes gerações, uma forma de espalhar mensagens de consciência social, espiritualidade, amor e resistência. Com o passar do tempo, deixou de ser a voz de comunidades marginalizadas para influenciar músicos, culturas e movimentos em praticamente todos os continentes.
No Brasil, o reggae encontrou terreno fértil, especialmente no Maranhão, estado que ganhou o apelido de “Jamaica Brasileira” pela forte identificação com o ritmo. Ao redor do mundo, o 1º de julho reúne artistas, rádios, festivais e admiradores para celebrar um estilo musical que, mais de meio século depois de seu surgimento, continua transmitindo uma mensagem simples, mas sempre atual: respeito, união e humanidade.