Governo encerra parte da ajuda ao diesel nesta quarta-feira e prepara redução do benefício para a gasolina

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A decisão integra o processo de retirada gradual das medidas emergenciais adotadas nos últimos meses, diante da avaliação de que os preços dos com...
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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Luiz Haab

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O governo federal confirmou que encerrará, a partir desta quarta-feira (1º), uma das subvenções concedidas ao diesel para conter os impactos da alta dos combustíveis provocada pelos conflitos no Oriente Médio. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A decisão integra o processo de retirada gradual das medidas emergenciais adotadas nos últimos meses, diante da avaliação de que os preços dos combustíveis vêm apresentando maior estabilidade.

O pacote de incentivos foi lançado em abril e previa um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel, compensando tributos federais e estaduais para reduzir o impacto dos reajustes ao consumidor.

No fim de maio, o governo criou uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro para substituir a desoneração dos impostos federais, que expirou no início de junho. Esse é o benefício que deixará de ser concedido a partir de julho.

Segundo Durigan, o governo atuou rapidamente para minimizar os efeitos da crise internacional sobre os preços dos combustíveis e, da mesma forma, entende que chegou o momento de iniciar a retirada das medidas extraordinárias, acompanhando o comportamento do mercado.

O ministro também informou que a equipe econômica segue avaliando outros incentivos ainda em vigor, entre eles uma subvenção de R$ 1,12 por litro para o diesel e outra de R$ 0,44 por litro destinada à gasolina.

De acordo com Durigan, a expectativa é que, nos próximos dias, o governo anuncie o início da redução da subvenção da gasolina, em um processo que deverá ocorrer de forma gradual e parcial. Ele explicou que a decisão dependerá do acompanhamento dos preços realizado em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Caso a estabilidade dos combustíveis seja mantida, a tendência é que o governo avance na retirada progressiva dos incentivos criados para enfrentar os efeitos da volatilidade do mercado internacional de petróleo.

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