Megaoperação da Polícia Civil mira quadrilha que furtava idosos em ônibus de Curitiba e região

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Ação cumpre 22 mandados de prisão e desarticula grupo suspeito de furtar passageiros, principalmente idosos, dentro do transporte coletivo....
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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Na manhã desta terça-feira (30), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) desencadeou uma grande operação para desmantelar uma associação criminosa especializada em furtos dentro de ônibus do transporte coletivo de Curitiba e cidades da Região Metropolitana. A ação, que conta inclusive com helicóptero, cumpre 22 ordens de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em endereços de Curitiba, Piraquara, Pinhais, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande e também em Londrina.

Segundo a PCPR, a investigação teve início em fevereiro deste ano e contou com o apoio da URBS, responsável pela gestão do transporte público na capital. O grupo é investigado por crimes como roubo, furto qualificado, estelionato e receptação.

A polícia identificou que os criminosos atuavam em grupos de quatro a dez pessoas. Eles provocavam tumultos e esbarrões durante o embarque e desembarque dos ônibus, especialmente em horários de maior movimento. Em alguns casos, derrubavam objetos propositalmente para distrair as vítimas. Enquanto isso, um dos integrantes, usando casacos ou mochilas para esconder as mãos, furtava bolsas e pertences das vítimas, principalmente idosos.

Após o furto, os objetos eram rapidamente repassados entre os membros do grupo para dificultar a prisão em flagrante. Com os celulares, retiravam o chip logo após o crime para impedir o rastreamento. Já os cartões bancários eram usados para compras por aproximação, limitando os valores para evitar a necessidade de senha.

Em alguns casos, a quadrilha usava máquinas de cartão portáteis para fazer compras na hora e também utilizava cartões de transporte de idosos para acessar ônibus sem pagar passagem.

Para evitar serem identificados pelo sistema de biometria facial do transporte coletivo, os criminosos cobriam a câmera com a mão ou usavam bonés, capuzes e óculos escuros para esconder o rosto.

Até o momento, a polícia não divulgou o número de presos ou itens apreendidos. A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.

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