Após quatro anos da morte de Isabelly de Oliveira Assumpção, madrasta é condenada

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Por Isabella Chiaradia

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A madrasta da menina Isabelly de Oliveira Assumpção, de 3 anos, a qual morreu afogada em um apartamento localizado na Rua Manaus, no Bairro Country, em Cascavel, em maio de 2022 foi condenada, conforme sentença assinada pelo juiz da 1ª Vara Criminal Marcelo Carneval.

O juiz desclassificou o homicídio qualificado e condenou a ré por abandono de incapaz com resultado morte. A madrasta deverá cumprir uma pena de 8 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

O advogado Alexsander Beilner, assistente de acusação no processo, se manifestou sobre a sentença em um vídeo enviado à CGN.

De acordo com ele, a família de Isabelly ficou satisfeita com a decisão do juiz e com a responsabilização da madrasta da menina, o que demonstra que o caso não passou impune perante a sociedade.

No entanto, Beilner destacou que pretende recorrer da sentença: “A assistente de acusação pretende recorrer para fazer alguns reparos na decisão, uma vez que nós entendemos que deveria ter sido responsabilizada por homicídio qualificado quando na verdade foi responsabilizada por abandono de incapaz com resultado morte”.

Resumo do que aconteceu

Quem era Isabelly de Oliveira Assumpção e como ela morreu?
R: Isabelly de Oliveira Assumpção era uma menina de 3 anos e 7 meses que morreu afogada no dia 7 de maio de 2022, após cair dentro de uma máquina de lavar roupas em um apartamento no Bairro Country, em Cascavel.
O que aconteceu no dia da morte de Isabelly?
R: No dia 7 de maio de 2022, Isabelly estava em casa com a madrasta e outras crianças. Ela brincava em frente a uma máquina de lavar cheia de água, quando caiu dentro do eletrodoméstico e se afogou. Apesar dos esforços dos socorristas, a menina não resistiu.
Quem era responsável por Isabelly no momento do acidente?
R: A responsável por Isabelly no momento do acidente era a madrasta, Suzana Bazar dos Santos, que estava cuidando da menina enquanto o pai trabalhava.
Como a madrasta teria contribuído para o acidente?
R: Segundo as investigações, a madrasta colocou um banco em frente à máquina de lavar cheia de água, colocou brinquedos dentro do eletrodoméstico e posicionou Isabelly sobre o banco. Em seguida, deixou a menina sozinha no local, o que resultou na queda e afogamento.
Qual foi a causa oficial da morte de Isabelly?
R: O laudo do IML confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento, sem sinais de agressão ou violência física.
Por que a madrasta foi denunciada pelo Ministério Público?
R: O Ministério Público do Paraná denunciou Suzana Bazar dos Santos por homicídio qualificado, alegando que ela teria agido com dolo eventual ao assumir o risco de provocar a morte da criança ao deixá-la sozinha em situação de perigo.
Quais motivos teriam levado a madrasta a agir dessa forma, segundo a Promotoria?
R: A Promotoria apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes e sentimento de posse em relação ao pai de Isabelly, já que a madrasta acreditava que a presença da criança atrapalhava seu relacionamento.
Como foi a reação da família de Isabelly após a tragédia?
R: A família ficou devastada com a perda, realizou homenagens emocionantes e clamou por justiça e respostas sobre o que realmente aconteceu com Isabelly.
O que aconteceu durante as investigações iniciais?
R: A Polícia Civil ouviu o pai, a madrasta e testemunhas, tratou o caso inicialmente como acidente doméstico, mas abriu inquérito por homicídio culposo devido à possível negligência no dever de cuidado.
A madrasta chegou a ser presa durante as investigações?
R: Durante boa parte do processo, a madrasta respondeu em liberdade, inclusive prestando depoimentos à polícia acompanhada de advogados.
Que repercussão o caso teve na cidade e na mídia?
R: O caso gerou grande comoção em Cascavel e na região, com manifestações públicas, missa de sétimo dia, homenagens e pressão por respostas das autoridades.
O que foi descoberto sobre o comportamento da madrasta antes da tragédia?
R: Um áudio divulgado mostrou a suposta madrasta reclamando da convivência com a criança, expressando ódio e dizendo que precisava tirá-la de sua vida, mas a defesa alegou que o conteúdo não era direcionado à Isabelly.
Quem retirou Isabelly de dentro da máquina de lavar?
R: Foi a enteada de 14 anos da madrasta quem retirou Isabelly de dentro da máquina de lavar após perceber o sumiço da menina.
Como terminou o julgamento da madrasta de Isabelly?
R: Em junho de 2026, quatro anos após a morte, a madrasta foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte, com pena de 8 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado.
Por que a condenação não foi por homicídio qualificado?
R: O juiz desclassificou a acusação de homicídio qualificado para abandono de incapaz com resultado morte, considerando as circunstâncias do caso.
A família de Isabelly ficou satisfeita com a sentença?
R: A família ficou satisfeita com a responsabilização da madrasta, mas a acusação pretende recorrer para tentar enquadrar o crime como homicídio qualificado.
Quais as próximas etapas do processo judicial?
R: A assistente de acusação informou que pretende recorrer da sentença para buscar uma condenação por homicídio qualificado, o que pode alterar a pena e o enquadramento criminal.
Qual foi o argumento da defesa da madrasta?
R: A defesa da madrasta alegou que todos são vítimas de uma fatalidade, que não houve intenção e que a acusada colaborou com as investigações.
Como a sociedade reagiu ao caso Isabelly?
R: O caso causou forte indignação, mobilização social, homenagens e protestos por justiça, além de grande repercussão na mídia local e regional.
O que torna o caso Isabelly tão chocante e relevante?
R: A morte trágica de uma criança pequena em circunstâncias suspeitas, o envolvimento de uma madrasta, denúncias de ciúmes e a longa busca da família por justiça tornaram o caso um dos mais impactantes e debatidos da região.
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