Durigan dá início a processo para emissão de Panda Bonds, na China

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De acordo com nota da Pasta, ele protocolou nos organismos reguladores do mercado de capitais da China, uma Carta de Apresentação da República. O doc...

Por Agência Estado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, protocolou nesta quinta-feira, 25, na China, o primeiro passo formal para a realização da emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, o chamado Panda Bonds.

De acordo com nota da Pasta, ele protocolou nos organismos reguladores do mercado de capitais da China, uma Carta de Apresentação da República. O documento descreve a economia do Brasil e apresenta as diretrizes da operação e do uso dos recursos a serem captados, confirme nota da Fazenda.

“Não há países melhores do que o Brasil e a China para mostrar que podem coliderar a economia mundial trabalhando juntos, construindo vidas melhores para os seus cidadãos. Portanto, é por isso que estou aqui hoje anunciando que estamos prontos para emitir os Panda Bonds – e pretendemos fazer isso nos próximos meses, à medida que damos os próximos passos junto ao Banco Popular da China”, afirmou.

A Fazenda diz que essa alternativa “está alinhada à estratégia de fortalecimento dos canais de cooperação financeira internacional e de aprofundamento da integração do país aos mercados globais de capitais”.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê a possibilidade de emissões em outras moedas além do dólar.

“Tal objetivo já foi parcialmente cumprido com a operação realizada em abril no mercado europeu, mas segue em evolução com os passos que estão sendo tomados para a emissão inaugural no mercado chinês”, diz a Pasta.

Essa discussão ganhou tração depois do que o governo descreveu como um resultado bem-sucedido a emissão em euros anunciada em abril, a primeira nesse mercado em cerca de dez anos.

Nessa operação, o Brasil captou €5 bilhões em três tipos de papéis e o Tesouro destacou que houve alta demanda, alto volume e spreads baixos, interpretando o desempenho como sinal de confiança dos investidores na dívida soberana brasileira e como um retorno do País ao mercado europeu.

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