Um presidente que não sabe administrar um país não deveria administrar um país

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O empobrecimento silencioso que corrói o poder de compra das famílias brasileiras não é acidente...
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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Por Redação CGN

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Há uma cena que se repete em mercados e padarias por todo o Brasil. A pessoa pega o produto, olha o preço, hesita, e devolve para a prateleira. Não porque não queira. Porque não pode mais. Essa cena, é o retrato mais honesto do que o governo Lula está fazendo com a economia brasileira.

O brasileiro que acompanhou a Venezuela sabe que a tragédia daquele país não começou com filas para buscar comida. Começou exatamente aqui: no corte silencioso, na escolha difícil no caixa do mercado, no salário que não alcança o fim do mês. A Venezuela não era a nação miserável que é hoje quando Chávez chegou ao poder. Era um país com riqueza, com indústria, com classe média. Foi destruída aos poucos, passo a passo, pela mesma receita que o atual governo brasileiro parece seguir com disciplina: gasto público descontrolado, intervencionismo estatal, afastamento do investimento privado e aversão à competitividade.

Preferimos acreditar na ignorância

Preferimos acreditar que Lula age por ignorância econômica do que por má-fé deliberada. Mas a ignorância, em quem ocupa a mais alta cadeira do país, não é desculpa — é agravante. Um presidente que não entende de economia e se recusa a ouvir quem entende é tão perigoso quanto um que destrói conscientemente.

O resultado está à vista: indústrias fechando, comércios que não conseguem competir com importados, porque os custos de produzir no Brasil são absurdos. Carga tributária sufocante, burocracia paralisante, infraestrutura cara, custo de energia entre os mais altos do mundo. Enquanto países como Vietnã, México e Indonésia atraem fábricas e geram empregos, o Brasil expulsa quem produz.

A pergunta que o governo não responde é simples: vamos esperar fechar tudo para depois agir? Quando a última fábrica migrar para outro país, quando o último comércio baixar as portas, aí o governo vai descobrir que não há mais impostos para arrecadar nem empregos para proteger?

O luxo dos de cima, a luta dos de baixo

Enquanto a família brasileira corta carne da lista de compras, a classe política e o alto escalão do funcionalismo público vivem em outra realidade. Salários de primeiro mundo, estabilidade vitalícia, mordomias que nenhuma empresa privada suportaria. São os mesmos que votam contra reformas, que defendem privilégios com discurso de igualdade e que nunca sentiram na pele o que é não saber se o salário vai fechar o mês.

Independentemente de preferências políticas — e isso precisa ser dito com clareza —, Lula não tem condições de liderar o Brasil na conjuntura global atual. O mundo mudou. A disputa econômica entre nações exige agilidade, reformas, competitividade, atração de capital. O governo atual oferece o oposto: insegurança jurídica, gastos crescentes e um discurso que confunde distribuição de renda com criação de riqueza.

O Bolsa Família não sobrevive no vácuo

O programa que o governo aponta como sua maior conquista social tem um problema estrutural que seus defensores evitam mencionar: ele só existe enquanto houver uma economia capaz de sustentá-lo. Quando não há mais indústria produzindo, comércio funcionando, empresas pagando impostos e trabalhadores na formalidade, de onde vem o dinheiro para pagar o benefício?

A Venezuela também tinha seus programas sociais. Hoje tem fila para pão.

O Brasil está no caminho da irrelevância econômica — e irrelevância econômica, no longo prazo, tem um nome mais brutal: pobreza. Não a pobreza estatística que se resolve com transferência de renda, mas a pobreza real, estrutural, daquele país que perdeu a capacidade de produzir e agora não tem mais para onde recuar.

Ou muda agora, ou não muda mais

O momento de corrigir o rumo é antes do precipício, não depois. O Brasil ainda tem salvação — mas exige coragem política que este governo demonstrou não ter: reformas tributárias de verdade, redução do tamanho do Estado, abertura competitiva, segurança jurídica para o investidor, corte de privilégios do funcionalismo e responsabilidade fiscal não como meta descartável, mas como princípio inegociável.

Se o país não mudar agora, não haverá Bolsa Família que resolva. Não haverá discurso que alimente. Não haverá promessa de campanha que pague a conta.

O espelho da Venezuela está posto. Cabe ao brasileiro decidir se vai encarar o reflexo ou continuar olhando para o lado.

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