Estátua do menino Nando é revitalizada e mantém viva homenagem no Parque da Paz

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Foto: Diego Cavalcante

Por Diego Cavalcante

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A estátua do menino Fernando Lorenzo Souza Gehlen, o Nando, foi revitalizada em Cascavel. O trabalho foi realizado pelo artista cascavelense Elias Neri da Silva com o objetivo de preservar a homenagem e eternizar a vivacidade de uma criança que deixou marcas profundas na família, nos amigos e em toda a comunidade.

A obra está instalada no Parque da Paz Fernando “Nando” Lorenzo, no Bairro São Cristóvão. O espaço, inaugurado em 25 de outubro de 2025, foi criado para manter viva a memória do menino e se tornou um símbolo de reflexão, amor e valorização da infância.

Responsável pela criação da escultura, Elias Neri da Silva realizou a revitalização para garantir a preservação dos detalhes da obra, que retrata a alegria, a energia e a essência de Nando. A iniciativa busca manter a homenagem em perfeitas condições para que moradores e visitantes possam continuar prestando tributo à criança.

Desde a inauguração do parque, a estátua se tornou um dos principais pontos do local, recebendo a visita de famílias que encontram no espaço uma mensagem de esperança, paz e respeito à vida.

A revitalização reforça o propósito da homenagem: eternizar a vivacidade de um amado menino e preservar o legado de amor deixado por Nando, mantendo sua memória viva para as atuais e futuras gerações de Cascavel.

Resumo do que aconteceu

Quem era Fernando Lorenzo Souza Gehlen e por que sua morte chocou Cascavel?
R: Fernando Lorenzo Souza Gehlen, conhecido como Nando, era um menino de 9 anos que morreu em um trágico acidente de trânsito em 14 de junho de 2024, enquanto caminhava com a mãe e um amigo no bairro São Cristóvão, em Cascavel. Sua morte causou grande comoção na cidade e mobilizou familiares, amigos e a comunidade local em busca de justiça e por mais segurança no trânsito.
Como aconteceu o acidente que matou Nando?
R: Na noite de 14 de junho de 2024, um Fiat Stilo, conduzido por Márcia Pereira Sobrinho, avançou uma via preferencial na Avenida Piquiri esquina com a Rua Paraná, colidiu com uma motocicleta e, descontrolado, invadiu a calçada, atropelando Nando, sua mãe e um amigo da família. Nando sofreu ferimentos gravíssimos e morreu dentro da ambulância.
Quem é a motorista acusada pela morte de Nando e o que ela alega?
R: A motorista acusada é Márcia Pereira Sobrinho. Sua defesa nega dolo e imprudência, afirmando que não há provas de uso de celular ou álcool no momento do acidente, e que não existe nexo causal para responsabilizá-la criminalmente.
O que diz o laudo pericial sobre o comportamento da motorista no acidente?
R: O laudo pericial particular concluiu que a motorista não tentou frear o carro imediatamente após a colisão inicial com a moto, demorando 4,83 segundos para acionar os freios, o que, segundo o advogado da família, demonstra uma atitude de fuga e agrava a responsabilidade da condutora.
Quais crimes a motorista está sendo acusada de ter cometido?
R: A motorista responde por homicídio culposo e lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná apresentada em 17 de dezembro de 2024.
Quando e onde será o julgamento da motorista que atropelou Nando?
R: O julgamento da motorista Márcia Pereira Sobrinho está marcado para o dia 2 de dezembro de 2025, às 13h50, na 1ª Vara Criminal de Cascavel/PR, no Fórum da cidade.
A Prefeitura de Cascavel foi responsabilizada pelo acidente?
R: Não. A Justiça negou o pedido de inclusão do Município de Cascavel como corresponsável pelo acidente, rejeitando a alegação de que a falta de sinalização teria contribuído para a tragédia.
O caso pode ser considerado homicídio com dolo eventual?
R: A família, representada pelo advogado Lauri Silva, luta para que o caso seja reclassificado de homicídio culposo para homicídio com dolo eventual, argumentando que a condutora assumiu o risco de matar ao agir de forma imprudente. O processo está em andamento.
Quais homenagens foram feitas em memória de Nando?
R: Diversas homenagens foram realizadas, incluindo uma missa de 1 mês, protestos, homenagens na Escola Robert Francis Kennedy, plantio de árvore, balões brancos no local do acidente, e a instalação de um playground com cerca de proteção em uma praça frequentada por Nando, além de um monumento previsto para março de 2025.
Como a família de Nando tem buscado justiça?
R: A mãe de Nando, Mônica Souza, tem liderado uma intensa mobilização por justiça nas redes sociais, em manifestações públicas, no Fórum de Cascavel e por meio de ações judiciais, exigindo a responsabilização da motorista e maior rigor na punição de crimes de trânsito.
O que diz o inquérito policial sobre o acidente?
R: O inquérito policial concluiu que a condutora do Fiat Stilo agiu com imprudência ao avançar a preferencial, colidir com a moto e atropelar os pedestres, sendo indiciada por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O teste do bafômetro deu negativo e ela não prestou socorro por temer agressões de populares.
Quais as consequências médicas do acidente para Nando e outras vítimas?
R: Nando sofreu múltiplas fraturas, traumatismo crânio encefálico e quebrou o pescoço, morrendo dentro da ambulância. As outras vítimas, a mãe e um amigo da família, tiveram ferimentos leves a moderados e foram encaminhadas para atendimento médico.
Como a comunidade de Cascavel reagiu à tragédia?
R: A comunidade ficou profundamente abalada, realizando protestos, missas, homenagens públicas e manifestações por justiça e por mais segurança no trânsito, transformando o caso em símbolo da luta contra a impunidade.
O que foi descoberto sobre a velocidade dos veículos envolvidos no acidente?
R: Segundo a perícia particular, o Fiat Stilo trafegava a cerca de 27,28 km/h ao furar a preferencial e colidir com a moto, que estava a 70,16 km/h no momento do impacto.
Há indícios de que a motorista usava celular durante o acidente?
R: Até o momento, a perícia no celular da motorista não foi concluída, não sendo possível afirmar se ela estava ou não usando o aparelho no momento do acidente.
Quais etapas judiciais o caso já passou e o que ainda está por vir?
R: O caso passou por inquérito policial, denúncia do Ministério Público, tentativas de ampliar a responsabilidade para o Município, produção de provas periciais e testemunhais, e agora aguarda julgamento da motorista em dezembro de 2025.
Como a morte de Nando impactou sua família e amigos?
R: A morte de Nando deixou um vazio irreparável na família, especialmente para sua mãe, Mônica Souza, que transformou o luto em luta por justiça, e também mobilizou amigos, colegas de escola e toda a comunidade em homenagens e ações solidárias.
Quais medidas de segurança estão sendo tomadas após o acidente?
R: Além da revitalização da praça com playground protegido, o caso provocou debates sobre sinalização viária e conscientização sobre a responsabilidade no trânsito, embora a Justiça tenha negado culpa ao Município pela ausência de sinalização.
Qual o simbolismo do playground construído na praça em homenagem a Nando?
R: O playground instalado na Praça do Maçom, no bairro São Cristóvão, homenageia Nando, que era frequentador assíduo do local, e foi projetado com uma cerca de proteção para aumentar a segurança das crianças.
O caso de Nando influenciou outras discussões sobre trânsito em Cascavel?
R: Sim. A tragédia reacendeu o debate sobre imprudência, impunidade e necessidade de melhorias na segurança viária, tornando-se símbolo da luta por justiça e por mudanças no trânsito de Cascavel.
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