“Vítima presa nas ferragens sempre é considerada grave”, destaca tenente sobre acidente na BR-277
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Por Silmara Santos
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Várias equipes de socorro foram mobilizadas na noite deste sábado (20) para atender vítimas de um grave acidente de trânsito na rodovia BR-277, em Santa Tereza do Oeste.
A colisão envolveu um Nissan March e um Volkswagen Voyage e deixou seis pessoas feridas. Equipes do Siate, Samu de Cascavel e da EPR Iguaçu atuaram no atendimento da ocorrência.
De acordo com as informações apuradas no local, cinco vítimas sofreram ferimentos moderados e foram encaminhadas para unidades hospitalares da região. Apenas uma das pessoas envolvidas foi avaliada pelas equipes médicas e recusou encaminhamento hospitalar.
Com o impacto da batida, o Voyage saiu da pista e atingiu um poste às margens da rodovia. Os dois veículos ficaram com a parte frontal bastante destruída, o que pode indicar uma colisão frontal, embora a dinâmica do acidente ainda não tenha sido oficialmente confirmada.
O tenente do Corpo de Bombeiros, Alex Boni, detalhou o atendimento realizado pelas equipes de resgate.
“Nós fomos acionados para uma ocorrência envolvendo uma colisão entre dois automóveis na BR-277. A triagem informava que havia uma vítima presa nas ferragens. Deslocamos um caminhão e uma ambulância do Corpo de Bombeiros, mas quando chegamos a vítima já havia sido retirada pelas equipes do Samu”, explicou.
Segundo o oficial, ao todo seis pessoas receberam atendimento no local.
“Uma recusou encaminhamento e cinco foram levadas para hospitais, sendo uma pelo Corpo de Bombeiros, duas pelo Samu e duas pela concessionária que administra a rodovia”, afirmou.
O tenente também destacou que a concessionária enviou suporte avançado para auxiliar na ocorrência.
“A médica de plantão da concessionária também esteve no local prestando apoio às equipes”, acrescentou.
Questionado sobre o estado de saúde das vítimas, Alex Boni explicou que acidentes com múltiplas vítimas exigem um protocolo diferenciado de avaliação.
“Esse é um cenário de múltiplas vítimas, então o critério de avaliação muda um pouco. Mas a pessoa que estava retida nas ferragens sempre é considerada uma vítima grave, porque houve uma troca de energia muito grande entre os veículos e, consequentemente, no corpo da vítima e nos órgãos internos. Essa vítima recebeu um atendimento mais apurado. As demais foram classificadas com ferimentos leves”, concluiu.