Funcionário desvia quase R$ 1 milhão de loja de moto em Curitiba e gasta tudo com mulheres e viagens

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Homem usou acesso interno para vender motos zero e desviar dinheiro para sua conta; prejuízo chega a quase R$ 1 milhão....
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Foto: Reprodução/Ric RECORD

Por Fábio Wronski

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Um funcionário de uma concessionária no bairro Hauer, em Curitiba, se tornou suspeito de um esquema milionário que desviou cerca de R$ 1 milhão da empresa. Segundo a Polícia Civil, o homem usou o acesso privilegiado aos sistemas internos para vender dezenas de motos zero quilômetro e transferir o dinheiro das vendas para sua própria conta bancária.

De acordo com o delegado Horminio de Paula, o trabalhador descobriu uma falha nos controles da concessionária e, sem levantar suspeitas, começou a realizar operações fraudulentas. Ele usava CPFs de pessoas desconhecidas para registrar as vendas, muitas delas nem sabiam que tinham motos em seus nomes.

“Ele estava fazendo a venda de motos zero e fazendo com que esse dinheiro caísse na sua conta corrente particular. Vendia essas motos colocando CPFs de pessoas totalmente desconhecidas, algumas nem sabem que são proprietárias de motocicletas”, explicou o delegado.

As investigações indicam que mais de 40 motocicletas foram retiradas da loja por meio desse esquema. O funcionário, que ocupava uma posição de confiança, ocultava as transações e fazia tudo sem chamar atenção.

Após a descoberta das fraudes, a concessionária acionou a polícia. O suspeito foi identificado, levado à delegacia e interrogado.

Durante o depoimento, o funcionário disse à polícia que teria conseguido cerca de R$ 600 mil, valor que afirma já ter gasto com mulheres, viagens e jogos de azar.

“O cidadão foi interrogado e informou que teria conseguido em torno de R$ 600 mil, que desses R$ 600 mil, ele fala claramente que teria gasto com mulheres, viagens e jogos de azar”, detalhou o delegado.

No entanto, a empresa calcula um prejuízo ainda maior, próximo de R$ 1 milhão.

Até agora, nove motos foram recuperadas e, após perícia, serão devolvidas aos verdadeiros proprietários. A Polícia Civil segue investigando o caso para tentar localizar as demais motocicletas e esclarecer todos os detalhes do golpe.

Segundo o delegado, o crime praticado pelo funcionário é considerado furto qualificado, já que ele se aproveitou da relação de confiança com a empresa.

As informações são da Banda B.

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