Khamenei diz ter autorizado assinatura de memorando com EUA, apesar de discordância anterior

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“Eu, em princípio, tinha outra opinião sobre o assunto”, declarou Khamenei. Segundo ele, a autorização foi concedida após o presidente ir...

Por Agência Estado

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (18) que autorizou a assinatura do memorando de entendimento entre Teerã e Washington, apesar de inicialmente discordar da iniciativa. Em mensagem dirigida ao povo iraniano, ele ressaltou que a decisão foi tomada após garantias oferecidas pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelos demais integrantes do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

“Eu, em princípio, tinha outra opinião sobre o assunto”, declarou Khamenei. Segundo ele, a autorização foi concedida após o presidente iraniano assumir o compromisso de preservar os direitos do país e da chamada Frente de Resistência, além de aceitar a responsabilidade pelos termos do entendimento.

O líder iraniano afirmou ainda que Pezeshkian garantiu que o governo não aceitará demandas consideradas excessivas por parte dos Estados Unidos. “Caso o lado americano apresente exigências excessivas, não as aceitará”, disse, referindo-se ao compromisso assumido pelo presidente.

Khamenei também sinalizou que Teerã aguardará a implementação das condições previstas no memorando antes de avançar para uma etapa mais ampla das negociações. “A partir deste momento, aguardaremos o cumprimento das condições mencionadas”, afirmou.

Apesar de ter autorizado o entendimento, o aiatolá procurou afastar interpretações de que o acordo represente uma mudança de posição estratégica do regime iraniano em relação aos EUA. Segundo ele, as futuras negociações presenciais entre os dois países “não significam a aceitação das posições do inimigo”.

Na mensagem, Khamenei elogiou os esforços das autoridades iranianas para alcançar o entendimento e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu a diferentes instrumentos de pressão para viabilizar o acordo. O memorando assinado pelos dois países prevê uma janela inicial de 60 dias para negociações voltadas à construção de um acordo definitivo sobre temas de segurança, programa nuclear e estabilidade regional.

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