AJUDA: Aos 105 anos, idosa acamada vive com um salário mínimo e precisa de fraldas, suplemento alimentar e oxigênio
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Por Luiz Haab
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Em uma casinha simples, sem forro, no bairro Interlagos, região Norte de Cascavel, duas mulheres enfrentam uma batalha diária contra a doença e a falta de recursos.
De um lado da parede, dorme Maria Aparecida da Silva, de 64 anos. Do outro, a mãe dela, Maria Alves da Silva, que completou 105 anos no último dia 30 de janeiro.
As fotografias da festa de aniversário ainda estão guardadas como lembrança de uma vida longa e marcada pela resistência. Nas imagens, dona Maria aparece cercada pelo carinho da família. Mas a realidade mudou rapidamente.
Até cerca de 15 dias atrás, ela caminhava pela casa e fazia atividades simples do dia a dia, como lavar louça. Hoje, está acamada, alimentando-se por sonda e dependendo de oxigênio para respirar.
“Antes ela estava andando, lavava louça”, relembra a filha, emocionada.
Segundo Maria Aparecida, a mãe teve uma pneumonia e precisou ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
“Ela foi para o hospital no dia 9. Agora está na sonda, no oxigênio. Não sei quando vai voltar a andar”, conta.
Desde a última sexta-feira, dona Maria está sendo acompanhada pelo Programa de Atendimento e Internação Domiciliar (Paid). Mas os desafios continuam dentro de casa.
A aposentada recebe apenas um salário mínimo por mês. A filha, que também enfrenta problemas crônicos de saúde, não tem renda, pois não trabalha para dedicar-se integralmente aos cuidados da mãe. Essa rotina trouxe despesas que a família não consegue suportar sozinha.
“Fralda está indo muito. Ela toma bastante água pela sonda e precisa trocar várias vezes ao dia”, explica Maria Aparecida.
Além das fraldas geriátricas, a família também necessita de roupas de cama e suplemento alimentar, utilizado diariamente na alimentação da idosa.
“Graças a Deus já ganhamos algumas coisas, ajudou bastante. Mas ainda precisamos muito de roupa de cama, fraldas e do suplemento que ela está tomando”, diz a filha.
Enquanto cuida da mãe centenária, Maria Aparecida enfrenta noites sem descanso e a preocupação constante com os gastos. Em meio às dificuldades, ela faz um apelo à solidariedade da comunidade.
Qualquer ajuda, segundo a família, pode fazer a diferença para garantir mais conforto e dignidade a dona Maria Alves da Silva, uma mulher que atravessou mais de um século de história e que agora depende do apoio de quem puder estender a mão.
Quem desejar colaborar pode doar fraldas geriátricas, roupas de cama e suplemento alimentar utilizado pela paciente. O telefone de contato é o celular da neta da dona Maria Alves, a Marilene: (45) 99833-7817.