Professores(as) mantêm indicativo de greve e aprovam ato público para o dia 25 de junho

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A decisão é uma resposta direta à intransigência da gestão do Prefeito Renato Silva. Na reunião do último dia 9, a administração não apresentou pr...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Allan Machado

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Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (15), na sede do Siprovel, os(as) professores(as) da Rede Municipal de Ensino de Cascavel deliberaram pela manutenção do indicativo de greve e aprovaram um calendário intenso de mobilizações, que culminará em um grande ato público em frente à Prefeitura no final do mês.

A decisão é uma resposta direta à intransigência da gestão do Prefeito Renato Silva. Na reunião do último dia 9, a administração não apresentou propostas para as reivindicações da categoria. Em vez de formalizar compromissos em ofício, o governo limitou-se a fazer anúncios em vídeos nas redes sociais minutos antes de receber o sindicato.

Para justificar o não pagamento do Piso, a gestão tem usado como subterfúgios as discussões no STF e o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No entanto, os próprios dados oficiais da Prestação de Contas desmontam essa narrativa. A Prefeitura afirma estar próxima do limite legal, mas a Despesa Líquida com Pessoal está em 50,54% da Receita Corrente Líquida (RCL), abaixo do teto prudencial de 51,3%, o que garante ao município uma margem de aproximadamente R$ 13,6 milhões.

Além disso, o limite de gastos não depende apenas da despesa, mas também da arrecadação, e os números mostram que os cofres do município melhoraram. Com a recente atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), a arrecadação do IPTU disparou 43,5%, alcançando R$ 83,7 milhões no 1º quadrimestre de 2026, contra R$ 18,8 milhões no mesmo período do ano passado. Somado a isso, a RCL cresceu 3,94% já descontada a inflação, comprovando um ganho expressivo na capacidade financeira da cidade.

Na prática, o descumprimento das legislações municipal e federal faz com que um(a) professor(a) com jornada de 40 horas em Cascavel receba R$ 874,74 a menos no vencimento inicial do que determinado pelo Piso Nacional. Para evidenciar esse rombo, o Siprovel disponibiliza a “Calculadora de Perdas” em seu site, onde cada profissional pode verificar o impacto exato da defasagem no próprio bolso.

A indignação, contudo, vai além do achatamento salarial. Durante a plenária, os(as) docentes denunciaram os graves problemas estruturais que afetam a educação pública, como o déficit crônico de profissionais, a sobrecarga de trabalho, a precarização do atendimento na Educação Especial e os constantes ataques ao cumprimento do tempo de hora-atividade.

O magistério vai às ruas 
Diante desse cenário, a assembleia definiu os próximos passos da mobilização. O principal marco será um grande ato de protesto com toda a comunidade escolar no dia 25 de junho, a partir das 18h, em frente ao Paço Municipal, aliado a uma forte campanha visual nas ruas para mostrar à sociedade a desvalorização enfrentada pela categoria. O recado aprovado é claro: “caso a Prefeitura não apresente uma proposta oficial e satisfatória para as demandas, uma nova assembleia será convocada para a deflagração da greve”, finaliza a presidenta da entidade, professora Gilsiane Quelin Peiter.

Siprovel

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