Hezbollah parabeniza Irã por acordo com EUA e atribui resultado à liderança de Khamenei

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O grupo elogiou o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmando que ele conduziu o processo com “sabedoria, coragem e discernimento...

Por Agência Estado

O Hezbollah felicitou a República Islâmica do Irã pela assinatura de um memorando de entendimento com os Estados Unidos, classificando o acordo como uma “grande conquista” que, segundo o grupo libanês, levou a um cessar-fogo completo em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 15, a organização atribuiu o resultado à “resistência lendária” do povo iraniano e de sua liderança.

O grupo elogiou o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmando que ele conduziu o processo com “sabedoria, coragem e discernimento sem precedentes”.

O Hezbollah também saudou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o governo e as Forças Armadas do país, incluindo a Guarda Revolucionária (IRGC, na sigla em inglês).

No texto, a organização agradeceu o apoio de Teerã ao Líbano, afirmando que o Irã insistiu na inclusão do país em qualquer entendimento voltado ao fim da guerra e à preservação de seus direitos.

O Hezbollah declarou ainda que a República Islâmica suportou “sanções e agressões” para alcançar esse objetivo e demonstrou ser “o melhor apoiador e aliado fiel”.

O movimento também agradeceu aos países que contribuíram para viabilizar o acordo e defendeu que o Líbano aproveite o respaldo regional e internacional para fortalecer sua soberania e recuperar seu território.

Apesar de celebrar o entendimento, o Hezbollah afirmou que o acordo representa apenas uma etapa rumo à “libertação completa do território”, ao retorno dos prisioneiros e à volta dos deslocados às suas aldeias. O grupo orientou a população a aguardar instruções oficiais antes de regressar às áreas afetadas pela guerra.

Em outro trecho, a organização declarou que Israel deve compreender que “não é possível voltar à situação anterior a 2 de março” e reiterou que a “resistência” continuará comprometida com o que considera o direito legítimo do Líbano de defender seu território e seu povo.

Mais cedo, autoridades de Israel se mostraram resistentes ao acordo firmado entre Irã e EUA, diante da afirmação de que o país que não se retirará de nenhum território que tenha conquistado.

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