Novos laudos apontam indícios de tortura em vítimas da chacina de Icaraíma no Paraná

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De acordo com a defesa das famílias, as fotos periciais mostram sinais de violência anterior às mortes. Em um dos corpos, os pés estavam amarrados...
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Imagens obtidas pelo GMC Online

Por Fábio Wronski

Atualizado em: 14/06/2026 às 21:26

Quase dez meses após a brutal chacina de Icaraíma, no Noroeste do Paraná, novos documentos periciais anexados ao processo trouxeram uma reviravolta no caso. Segundo a advogada das famílias das vítimas, Josiane Monteiro, fotografias dos corpos sugerem que as quatro vítimas podem ter sido torturadas antes de serem mortas. As informações foram confirmadas neste sábado (13).

De acordo com a defesa das famílias, as fotos periciais mostram sinais de violência anterior às mortes. Em um dos corpos, os pés estavam amarrados com uma corda vermelha. Outro apresentava uma lesão na orelha, que pode indicar agressão severa antes da execução. Por respeito aos familiares, não foram divulgados detalhes sobre quais vítimas apresentavam cada ferimento.

Nos primeiros meses de investigação, acreditava-se que as vítimas tinham sido mortas dentro do veículo onde foram encontrados vestígios. No entanto, testemunhos e os novos laudos técnicos indicam que, pelo menos parte das execuções, pode ter ocorrido fora do carro. Esses elementos também contradizem versões apresentadas anteriormente e reforçam a hipótese de emboscada.

A inclusão das fotografias no processo gerou forte reação entre familiares e advogados. Segundo Josiane Monteiro, até então, apenas documentos incompletos estavam anexados, sem as imagens dos corpos. A defesa afirma ter solicitado diversas vezes o acesso completo ao material pericial.

O crime chocou a região pela brutalidade. Os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Mariscal, Diego Henrique Affonso e Alencar Gonçalves de Souza Giron foram encontrados enterrados em uma área rural, dias após o desaparecimento. A perícia também identificou o uso de pelo menos cinco armas diferentes nas execuções.

Mesmo com as novas evidências, os principais suspeitos, Antônio Buscariollo, de 67 anos, conhecido como Tonhão, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23 anos, seguem foragidos desde agosto de 2025. Familiares esperam que os novos documentos ajudem a esclarecer se houve sequestro, cárcere privado ou tortura antes das mortes.

A tese de legítima defesa, levantada no início da investigação, perde força diante dos indícios de emboscada e ocultação dos corpos. Agora, a expectativa é que as novas provas ajudem a esclarecer o que realmente aconteceu na chacina de Icaraíma.

As informações são do portal GMC Online.

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