STJ manifesta pesar pela morte do juiz Antonio Evangelista de Souza Netto

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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em: 14/06/2026 às 19:25

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou nota manifestando pesar pela morte do juiz de direito Antonio Evangelista de Souza Netto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). O magistrado, de 45 anos, era diretor do fórum da comarca de Francisco Beltrão, no interior do Paraná, e deixa duas filhas e companheira.

Circunstâncias

O corpo do magistrado foi encontrado na madrugada deste domingo (14), em um apartamento na Rua Sergipe, no bairro Alvorada, em Francisco Beltrão. Segundo informações preliminares, a ocorrência foi registrada por volta das 0h25, quando equipes da Polícia Militar — incluindo agentes da Rotam e da Rádio Patrulha Auto (RPA) — foram acionadas para atender uma situação envolvendo uma arma de fogo. Ao chegarem ao local, os policiais constataram que a vítima era o juiz.

Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas, mas apenas confirmaram o óbito. O local foi isolado para os trabalhos de perícia da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Serviço Médico-Legal (SML), que posteriormente realizaram a remoção do corpo.

Pesar do STJ

Em nota oficial, o STJ destacou a passagem de Antonio Netto pela Corte, onde atuou como juiz auxiliar temporário na Segunda Seção. Ele também teve uma passagem marcante pelo gabinete da ministra Isabel Gallotti, onde trabalhou de novembro de 2025 a junho de 2026.

Luto em Francisco Beltrão

A morte do magistrado causou forte impacto em Francisco Beltrão e em toda a região Sudoeste do Paraná, onde ele era uma figura conhecida e respeitada no meio jurídico. A Prefeitura de Francisco Beltrão também emitiu nota de pesar pelo falecimento e, em reconhecimento à trajetória do juiz e aos serviços prestados à comunidade, o prefeito Antonio Pedron decretou luto oficial de três dias no município.

Trajetória

Antonio Evangelista de Souza Netto era magistrado de carreira no TJPR, atuando há anos na comarca de Francisco Beltrão, onde chegou a responder interinamente pela 2ª Vara Cível. Reconhecido por seu trabalho à frente do fórum local, ele liderou projetos voltados à recuperação empresarial na região e chegou a receber, em 2020, a medalha de mérito do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em reconhecimento aos serviços prestados ao sistema de Justiça do Paraná. Também atuava como professor, ministrando cursos sobre recuperação judicial e extrajudicial.

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