Junho Vermelho: Paraná faz apelo por doação de sangue dos tipos O+ e O-

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Apesar do crescimento nas doações nos últimos anos – foram mais de 214 mil bolsas coletadas em 2025 –, a demanda por sangue O+ e O-...
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O advogado César Yukio Yokoyama, de 57 anos, incluiu o ato em sua rotina há uma década e calcula já ter realizado cerca de 45 doações no Hemepar, com foco na doação de plaquetas, componente que possui validade de apenas cinco dias após a coleta. Foto: César Yukio Yokoyama/Arquivo pessoal O advogado César Yukio Yokoyama, de 57 anos, incluiu o ato em sua rotina há uma década e calcula já ter realizado cerca de 45 doações no Hemepar, com foco na doação de plaquetas, componente que possui validade de apenas cinco dias após a coleta. Foto: César Yukio Yokoyama/Arquivo pessoal Leisse Vieira, de 43 anos, é portadora de Talassemia Major, uma doença genética rara em que a medula produz glóbulos vermelhos com defeito, gerando a necessidade de transfusões de sangue periódicas a cada três ou quatro semanas.

Por Silmara Santos

Atualizado em: 14/06/2026 às 10:21

Neste domingo, 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue, o Governo do Paraná faz um chamado urgente à população: é hora de reforçar os estoques de sangue, principalmente dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão em falta. A campanha integra as ações do Junho Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação.

Apesar do crescimento nas doações nos últimos anos – foram mais de 214 mil bolsas coletadas em 2025 –, a demanda por sangue O+ e O- segue alta e preocupa a rede hospitalar. Esses tipos são os mais utilizados em situações de emergência e cirurgias, por isso manter o estoque abastecido é fundamental para salvar vidas.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça a importância do engajamento contínuo. “O Dia Mundial do Doador é o momento de agradecer quem já doa e pedir que mais pessoas, principalmente dos tipos O+ e O-, se tornem doadoras. É uma responsabilidade coletiva garantir que nenhum atendimento seja interrompido”, destaca.

Exemplos que inspiram

O advogado César Yukio Yokoyama, 57 anos, doa sangue há uma década e já fez cerca de 45 doações no Hemepar. Ele conta que saber que seu sangue pode salvar recém-nascidos e pacientes frágeis dá um novo sentido à sua vida. “Não é só um ato mecânico. É saber exatamente quem eu estou protegendo”, afirma.

Na outra ponta, quem recebe o sangue doado sente o impacto direto. Leisse Vieira, 43 anos, tem uma doença rara e depende de transfusões frequentes. “O doador me sustenta, me dá a oportunidade de viver mais e melhor. Doe sangue, não faz falta e transforma vidas”, diz.

Rede integrada e ações em todo o Estado

O Hemepar atende 384 hospitais e garante o suporte a quase todos os leitos do SUS no Paraná, enviando cerca de 700 hemocomponentes por dia. O sistema é totalmente integrado: uma doação feita em qualquer cidade pode salvar uma vida em outra região do Estado.

Durante o Junho Vermelho, os hemocentros promovem ações especiais para atrair novos doadores, como coletas externas, transporte gratuito para grupos, palestras e blitz educativas. O objetivo é aproximar a comunidade e sensibilizar mais pessoas para a causa.

Quem pode doar sangue?

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização e acompanhamento de responsável). Homens podem doar até quatro vezes ao ano, mulheres até três, com intervalos mínimos. É preciso pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado, e apresentar documento oficial com foto.

Procure o Hemepar ou a unidade de coleta mais próxima, agende sua doação e siga as orientações da equipe. Cada bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas.

Com informações de AEN.

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