CGN com amor: na véspera do Dia dos Namorados, você acha que o romantismo ainda vive?
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Por Luiz Haab
Atualizado em: 11/06/2026 às 17:02
Em um tempo de mensagens instantâneas, encontros por aplicativo e relações que começam com um deslizar de tela, uma pergunta continua atravessando gerações: o romantismo mudou ou apenas encontrou novas formas de existir?
Na véspera do Dia dos Namorados, a CGN foi às ruas ouvir opiniões:
“Eu acho que o romantismo se perdeu um pouco. Antigamente as pessoas costumavam lutar mais, tinham mais grandes gestos, Hoje em dia, na primeira discórdia ou na primeira briga cada um vai para o seu lado”, disse uma moradora.
Para muita gente, o amor ficou mesmo mais “rápido”. E, justamente por isso, mais difícil de cultivar.
“Esse mundo digital eu acho que tem tornado tudo muito mais líquido, muito mais passageiro… cada vez mais as pessoas têm se tornado menos românticas e mais frias”, disse uma jovem.
Mas nem todo mundo enxerga a mesma história. Um rapaz com estilo “à moda antiga” também enxerga evolução nos relacionamentos de hoje: “Vejo bastante na maturidade da conversa, na delicadeza que o homem tem com a mulher agora. Então eu vejo que mudou bastante a maturidade do relacionamento…”
Aos 2 anos e meio de namoro, ele acredita que o tempo continua sendo um ingrediente indispensável. “Primeiro eu conquistei com o tempo… pedi para os pais dela para a gente namorar, etc. É um processo bem tradicional de namoro mesmo.”
Entre quem já construiu uma vida inteira a dois, a memória guarda cenas que parecem cada vez mais raras. A exemplo de uma moradora casada, com três filhos e três netos. “Hoje os jovens não namoram mais, eles falam: ‘nós estamos ficando’. Hoje não existe mais amor, eu acho.
E quem atravessou muito tempo ao lado da mesma pessoa percebe as mudanças. “Hoje em dia o pessoal já está mais rapidinho, mais evoluído. Naquele tempo demorava um pouco mais pra gente dar um beijo, pra realmente namorar”, disse outra entrevistada, que destacou a saudade de alguns rituais que alimentavam o romantismo: “Você passear, pegar na mão, você ir na pracinha, tomar um refrigerante, um sorvete… Essas coisas já ficam pra trás.”
Nesta Véspera do Dia dos Namorados, as opiniões se dividem. Uns sentem falta dos gestos de antigamente. Outros acreditam que os relacionamentos amadureceram. Mas todos concordam em um ponto: amar continua sendo uma das experiências mais humanas — e mais desafiadoras — do nosso tempo.