Bolsas de NY fecham sem direção única com correção de ações de IA e Oriente Médio no radar
Publicado em
Por Agência Estado
As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira, 9, reagindo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e forte correção de ativos ligados à infraestrutura de inteligência artificial (IA).
O Dow Jones subiu 0,17%, aos 50.870,94 pontos. O S&P 500 perdeu 0,26%, em 7.386,44 pontos. E o Nasdaq caiu 0,97%, encerrando em 25.678,82 pontos e ficando abaixo dos 25 mil pontos nas mínimas do dia.
As bolsas de Nova York atenuaram as perdas vistas no começo da tarde, quando o setor de tecnologia do S&P 500 chegou a tombar cerca de 4%. As ações de semicondutores e IA continuaram em correção, embora tenham se afastado das mínimas do dia. A Marvell caiu 7,61%, a Strategy tombou 8%, a Micron recuou 1,41% e AMD perdeu 3,02%.
Segundo a Bloomberg, a China está se preparando para gastar cerca de 2 trilhões de yuans (US$ 295 bilhões) nos próximos cinco anos na construção de data centers em todo o país para empresas domésticas, impulsionando a ambição de Pequim de superar os EUA em IA. O custo de mecanismos relacionados à IA está em patamares elevados porque a procura está alta, mas a tendência é de que os valores caiam na medida em que se acirre a competição das empresas, diz o diretor da divisão enterprise da Nvidia (-0,22%) para a América Latina, Marcio Aguiar.
O setor de energia também foi fortemente pressionado na sessão, em linha com a queda do petróleo. A Chevron cedeu 1,33% e a ExxonMobil recuou 1,93%. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça que o país irá responder ao ataque do Irã que derrubou um helicóptero militar americano durante uma patrulha sobre o Estreito de Ormuz, aumentando as tensões no Oriente Médio. Mais cedo, contudo, o republicano havia sinalizado avanço rumo a acordo de paz.
Entre outros destaques, a Apple caiu 3,64% enquanto Wall Street mostrou-se indiferente aos planos de IA da fabricante do iPhone. Já a Nuvalent disparou 39,28% depois que a empresa farmacêutica britânica GSK concordou em comprar a desenvolvedora de medicamentos contra o câncer por US$ 10,6 bilhões.