PF deflagra operação contra esquema de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro em Cascavel e na Região Oeste

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Entre os municípios onde são cumpridas as medidas judiciais, Cascavel figura como um dos principais pontos da operação no Paraná, ao lado de cidad...

Por Diego Cavalcante

Atualizado em: 09/06/2026 às 10:25

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta terça-feira as Operações Sicarius I e Sicarius II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

Entre os municípios onde são cumpridas as medidas judiciais, Cascavel figura como um dos principais pontos da operação no Paraná, ao lado de cidades estratégicas para a atuação do grupo investigado. As ações também ocorrem em Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Ubiratã, Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama, além de municípios nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.

Por determinação da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra, estão sendo cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária, 62 mandados de busca e apreensão, 45 ordens de sequestro e bloqueio de contas bancárias, além do cancelamento de CPFs e CNPJs vinculados aos investigados. Também foram determinadas 67 medidas para instauração de procedimentos administrativos fiscais contra empresas localizadas em diversos estados brasileiros.

As investigações apontam que a organização criminosa possuía uma estrutura altamente sofisticada e divisão de funções bem definida, atuando em diferentes regiões do país por meio de empresas de fachada, laranjas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas.

Além das medidas de repressão criminal, a operação busca interromper o fluxo financeiro da organização, descapitalizar seus integrantes e preservar ativos que poderão ser utilizados para ressarcir os prejuízos causados ao Estado e à sociedade.

Também foram autorizadas ações de cooperação jurídica internacional para aprofundar as investigações e identificar possíveis ativos, integrantes e estruturas criminosas mantidas no exterior.

O nome das operações faz referência a um dos codinomes utilizados pelo líder da organização criminosa transnacional investigada.

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