À PM, motorista disse que havia bebido no almoço e estava indo trabalhar quando matou menino
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Por Fábio Wronski
Atualizado em: 08/06/2026 às 11:05
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) divulgou nesta segunda-feira (08) novos detalhes sobre o atropelamento que resultou na morte de um menino de 12 anos no Bairro Morumbi, em Cascavel. O acidente aconteceu na tarde de domingo (07), quando a criança foi atingida por um caminhão durante uma manobra em uma esquina da região.
Segundo o tenente Anderson Vidor, oficial da PM em Cascavel, quando os policiais chegaram ao local o motorista já havia sido encaminhado à Central de Flagrantes por equipes da Guarda Municipal. Na sequência, os militares foram até a delegacia para ouvir a versão apresentada pelo condutor.
“Ele relatou que não viu a criança. Estava na Rua Serra da Borboleta e, ao tentar fazer a conversão à direita para acessar a Rua Serra do Vento, acabou atropelando o menino”, explicou o oficial.
De acordo com o tenente, algumas testemunhas relataram que a vítima teria corrido para buscar uma bola momentos antes do acidente, mas a informação não pôde ser confirmada durante o atendimento da ocorrência.
Ainda conforme a PM, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro por agentes da Transitar. O resultado apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice considerado crime de trânsito.
“O exame acusou 0,67 mg de álcool. É um valor acima do limite para considerar crime de trânsito”, afirmou Vidor.
Durante o depoimento, o caminhoneiro admitiu ter ingerido bebida alcoólica horas antes da ocorrência.
“Ele explicou que havia ingerido bebida alcoólica no horário do almoço e que estava seguindo para trabalhar com o caminhão em outra cidade. Na mente dele, não iria acusar no etilômetro”, relatou o tenente.
Sobre a dinâmica do acidente, o motorista alegou que não percebeu a presença da criança e sequer teria notado o atropelamento no momento da manobra.
“A versão dele é que não visualizou a criança. Como era um caminhão com semirreboque, pode ser que isso tenha acontecido. Quando os populares começaram a gritar e bater no caminhão, ele parou cerca de uma quadra à frente”, disse.
O oficial destacou que a hipótese de um ponto cego não está descartada devido ao porte do veículo.
“Ele fala que não viu a criança e que nem percebeu que havia atropelado. Provavelmente um ponto cego e também pelo tamanho do caminhão, talvez ele nem tenha percebido o atropelamento”, comentou.
Após o acidente, moradores alcançaram o caminhão e houve momentos de tensão. Segundo a PM, populares tentaram agredir o motorista e chegaram a apedrejar o veículo.
“Alguns populares estavam tentando intervir contra a integridade física do condutor. Eles até apedrejaram o caminhão”, relatou o tenente.
O motorista foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do acidente.
Ao final da entrevista, o tenente Anderson Vidor reforçou o alerta sobre os riscos de dirigir após consumir bebida alcoólica.
“Se for trabalhar ou dirigir naquele dia, a recomendação é que não ingira bebida alcoólica. A quantidade consumida, o tipo de bebida, o peso corporal e a alimentação influenciam no tempo que o álcool permanece no organismo. Pelo resultado apresentado, provavelmente foi um consumo elevado de álcool”, concluiu.