Seis são condenados por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos fraudulentos da Petrobras
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Por Fábio Wronski
Atualizado em: 05/06/2026 às 11:29
O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu a condenação de seis pessoas envolvidas em um grande esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado a contratos fraudulentos entre empreiteiras e a Petrobras. A decisão foi tomada pela 13ª Vara Federal de Curitiba e ainda pode ser contestada com recurso. O processo é mais um capítulo da luta contra fraudes que, entre 2004 e 2014, causaram enormes prejuízos à maior estatal do Brasil.
Segundo as investigações do MPF, um grupo de grandes empresas combinava previamente quem venceria as licitações para obras e serviços da Petrobras. Para garantir o resultado, executivos dessas empresas pagavam propinas regulares a gestores da estatal. O dinheiro sujo era repassado por meio de operadores financeiros, utilizando contratos falsos, notas fiscais frias e empresas de fachada. A fraude foi confirmada pela Receita Federal, que autuou uma das empresas em mais de R$ 107 milhões.
Os crimes envolveram contratos nas refinarias Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), Paulínia (Replan), e Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). Em um dos casos, o valor do contrato na Revap ficou 39,42% acima da estimativa inicial da própria Petrobras, mostrando o tamanho do prejuízo aos cofres públicos.
Foram condenados três ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial, responsabilizados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Eles pegaram penas que variam de 12 anos e dois meses a 14 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, além de multa. Já os outros três réus, apontados como operadores financeiros do esquema, foram condenados por lavagem de dinheiro, com pena de sete anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto, além de multa.
A sentença, publicada recentemente, também declarou extinta a punibilidade de outros dois acusados, porque já tinham mais de 70 anos e o tempo para punição terminou antes do fim do processo.
A sentença ainda não transitou em julgado e cabe recurso.