IAT lança 700 mil sementes de palmeira-juçara em áreas de Mata Atlântica no Litoral do Paraná

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A iniciativa foi coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do IAT (COA-IAT) e contemplou quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: o P...

Por Silmara Santos

Atualizado em: 03/06/2026 às 22:53

O Instituto Água e Terra (IAT) realizou nesta quarta-feira (3) uma ação de recuperação ambiental no Litoral do Paraná com a dispersão aérea de aproximadamente 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis), espécie nativa da Mata Atlântica ameaçada de extinção devido à exploração ilegal.

A iniciativa foi coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do IAT (COA-IAT) e contemplou quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: o Parque Estadual do Rio da Onça, em Matinhos; a Estação Ecológica de Guaraguaçu, em Paranaguá; o Parque Estadual do Boguaçu, em Guaratuba; e o Parque Estadual Pico do Marumbi, localizado entre os municípios de Morretes, Piraquara e Quatro Barras.

As sementes utilizadas na ação foram obtidas por meio de coletas realizadas pelo próprio instituto e também por doações de entidades parceiras, entre elas o Instituto Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). O projeto contou ainda com o apoio do Rotary Club Distrito 4730.

Segundo o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, os locais escolhidos para a dispersão foram definidos com base em levantamentos realizados pelos gestores das unidades de conservação, especialmente em áreas impactadas por crimes ambientais, como a retirada ilegal da espécie.

A ação também busca conscientizar a população sobre a importância da preservação da Mata Atlântica e das espécies nativas. De acordo com o IAT, a palmeira-juçara desempenha papel fundamental no equilíbrio ecológico, servindo de alimento para diversas espécies de aves e mamíferos.

Além da recuperação ambiental, o instituto pretende incentivar o plantio da espécie em propriedades particulares. Atualmente, o IAT mantém 19 viveiros florestais distribuídos pelo Paraná, disponibilizando mudas para projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

A palmeira-juçara é uma das espécies mais emblemáticas da Mata Atlântica. Seu fruto é amplamente consumido pela fauna silvestre, enquanto o palmito extraído da planta foi alvo de intensa exploração ao longo dos anos, levando a espécie à condição de ameaça de extinção.

Por apresentar crescimento lento e levar cerca de seis anos para atingir a fase reprodutiva, a dispersão aérea de sementes é considerada uma alternativa eficiente para ampliar a presença da espécie nos remanescentes florestais do Litoral paranaense e contribuir para a regeneração da Mata Atlântica.

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