‘Família investigada por homicídios e tráfico dominava área há anos’, diz delegado
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Por Luiz Haab
A família alvo da Operação Extirpatio I exercia domínio sobre o tráfico de drogas em Santa Tereza do Oeste e era considerada uma das mais temidas pela comunidade local. A afirmação foi feita pelo delegado Emanuel Fernandes Monteiro de Almeida, responsável pela investigação que resultou na prisão de cinco pessoas nesta segunda-feira (1º).
Em entrevista à CGN, o delegado revelou que o grupo familiar vinha sendo monitorado há aproximadamente sete meses e que os investigados continuavam atuando no tráfico mesmo após diversas ações policiais e prisões anteriores.
“Era uma traficância de conhecimento geral na cidade, mas havia dificuldade na investigação pelo medo das pessoas em testemunhar”, afirmou.
A Operação Extirpatio I mobilizou equipes da Delegacia de Polícia Civil de Santa Tereza do Oeste, da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, da Delegacia de Homicídios e do Núcleo de Operações com Cães do DENARC. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao mesmo núcleo familiar.
Segundo o delegado, em um imóvel que também funciona como recicladora foram encontradas mais de 45 porções de drogas, entre cocaína e crack, além de dinheiro. Em outro endereço, um bar pertencente à família investigada, os policiais apreenderam maconha e dinheiro. A polícia já monitorava o local e suspeitava da comercialização frequente de entorpecentes.
Em outro dos alvos, os investigadores encontraram mais de R$ 6 mil em espécie. A quantia é considerada suspeita de ter origem na atividade criminosa.
Cinco pessoas foram presas em flagrante, incluindo uma mulher. Um sexto indivíduo foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado, embora nem todos os presos pertençam à família investigada, eles já eram monitorados pela polícia e atuariam diretamente na comercialização de drogas para o grupo.
Entre os detidos está um homem monitorado por tornozeleira eletrônica e um venezuelano já conhecido pelas equipes policiais por envolvimento com o tráfico de drogas.
Durante a entrevista, Emanuel Fernandes também revelou que os investigados possuem antecedentes relacionados ao tráfico e ainda são apontados por envolvimento em tentativas de homicídio e homicídios registrados no município.
“Eles são bastante temidos pela comunidade local”, destacou.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novos desdobramentos. Os celulares apreendidos durante a operação passarão por análise e poderão revelar a existência de outros integrantes, conexões com traficantes de cidades vizinhas e possíveis vínculos com organizações criminosas da região.
O inquérito apura os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação qualificada.