Produtora de filme sobre Bolsonaro é alvo de investigação por suposto desvio de verba pública
Publicado em

Por Diego Cavalcante
Atualizado em
A produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades em contratos com recursos públicos. A empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go Up Entertainment e a organizações que receberam verbas públicas, está no centro das apurações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo e por órgãos de controle.
Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, investigadores solicitaram acesso a dados financeiros sigilosos da empresária para verificar possíveis irregularidades em um contrato milionário firmado para a instalação de pontos de internet gratuita em comunidades da capital paulista.
As apurações envolvem suspeitas de fraude em licitação, problemas na execução contratual e possível desvio de recursos públicos. O contrato investigado ultrapassa R$ 100 milhões.
Além da investigação em São Paulo, o caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino determinou apurações relacionadas a emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à empresária. Entre os recursos sob análise está um repasse de R$ 2 milhões destinado a projetos culturais.
A Polícia Civil também busca informações junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para analisar movimentações financeiras relacionadas às entidades investigadas.
A empresária nega irregularidades. A Prefeitura de São Paulo informou que não identificou problemas na execução do contrato e afirmou que está colaborando com as autoridades.
O filme Dark Horse retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro e tem roteiro do ex-secretário especial da Cultura, Mário Frias. A produção é estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo.
Até o momento, não há condenações ou decisões judiciais que comprovem irregularidades. As investigações seguem em andamento e devem determinar se houve ou não uso indevido de recursos públicos.