Operação da Receita Federal mira fintechs e postos de combustíveis em Cascavel e vários estados
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Por Fábio Wronski
Cascavel amanheceu nesta quinta-feira (28) como um dos alvos da Operação Fluxo Oculto, ação nacional da Receita Federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo, Gaeco, Sefaz/SP, ANP e polícias Militar e Civil. O objetivo é desarticular um esquema de fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 26 bilhões em todo o país, incluindo operações em fintechs e adulteração de combustíveis. O documento oficial da Receita Federal foi publicado nesta manhã.
Segundo a Receita Federal, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cascavel e Paranavaí, no Paraná, além de cidades de outros quatro estados. A operação envolve cerca de 135 servidores federais e dezenas de agentes parceiros, reforçando a gravidade do caso e o impacto para a região.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que o grupo criminoso usava fintechs — empresas de tecnologia financeira — para lavar dinheiro e esconder a origem dos recursos. Essas fintechs funcionavam como “bancos paralelos”, facilitando a movimentação de grandes somas sem levantar suspeitas. Só entre 2022 e 2025, seis fintechs identificadas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, com depósitos em dinheiro vivo e operações em criptoativos.
Em Cascavel e outras cidades, também foi investigada a adulteração de combustíveis com o uso de nafta, um solvente químico. O combustível adulterado era vendido em postos ligados ao grupo, prejudicando consumidores e causando prejuízo de cerca de R$ 200 milhões em impostos sonegados em dois anos.
Novas regras e fiscalização
Após a primeira fase da operação, a Receita Federal passou a exigir que fintechs informem suas movimentações financeiras, o que ajudou a identificar mais envolvidos. Três das fintechs já entregaram as informações exigidas, enquanto outras três serão fiscalizadas por não cumprir a obrigação.
Além disso, fundos de investimento e empresas gestoras também estão sob investigação por participarem do esquema de lavagem de dinheiro.
Impacto para o consumidor e para a sociedade
O esquema, além de causar prejuízos aos cofres públicos, afeta diretamente o consumidor, que pode abastecer o carro com combustível adulterado, prejudicando o veículo e colocando a segurança em risco.
A Receita Federal reforça que as investigações continuam e que novas ações podem ocorrer nos próximos meses.