AMP
Prefeitura de Cascavel

Lions Clube pode ter que deixar área pública em Cascavel? Entenda a briga que chegou à Justiça

Município afirma que imóveis públicos estão ocupados de forma irregular; decisão judicial, porém, entendeu que a saída urgente do local precisa ser melhor discutida...

Publicado em

Por Redação CGN

Prefeitura de Cascavel

Uma disputa envolvendo a Prefeitura de Cascavel e o Lions Clube chegou à Justiça e reacendeu uma discussão sobre o uso de áreas públicas no município. O caso envolve dois imóveis localizados na região central da cidade, no Loteamento Curitiba, que, segundo o Município, pertencem ao patrimônio público e estariam sendo ocupados de forma irregular.

A Prefeitura afirma que os imóveis deveriam atender ao interesse coletivo. Por isso, o Município busca a reintegração de posse, ou seja, quer retomar oficialmente o controle dos espaços.

O pedido, no entanto, teve um primeiro obstáculo. A Justiça não autorizou a retirada imediata do Lions Clube do local. A liminar, que permitiria uma retomada rápida da área, foi negada. A decisão foi movimentada nesta semana e o caso seguirá em discussão.

Notificação antes da ação

Antes de levar o caso ao Judiciário, o Município teria notificado o Lions Clube para que houvesse a desocupação voluntária do espaço. O prazo dado foi de 30 dias.

A Prefeitura sustenta que a notificação foi recebida, mas que a área não foi desocupada dentro do prazo. Com isso, o Município passou a defender que houve permanência indevida em bem público.

Na ação, a tese do Município é que, por se tratar de patrimônio público, o imóvel não poderia ser utilizado por particular sem autorização formal. A Prefeitura também argumenta que bens públicos devem estar voltados ao interesse da coletividade.

O ponto que pesou na decisão

Apesar da argumentação do Município, a Justiça entendeu que não havia elementos suficientes, neste momento inicial, para determinar a retirada imediata do Lions Clube.

O ponto central da decisão é que, embora a Prefeitura tenha demonstrado a titularidade pública dos imóveis, não ficou comprovado, em análise preliminar, que o Município exercia a posse do local antes da ocupação atribuída ao Lions.

Outro fator considerado foi o histórico da ocupação. A decisão observa que o Lions Clube de Cascavel é uma entidade antiga, fundada em 1978, e que teria construído um barracão sobre a área. Isso indica que a presença da entidade no local não seria recente.

Também foi levado em conta que a transferência da titularidade dos imóveis ao Município teria ocorrido por doação em 2023, quando a ocupação do Lions já aparentava estar consolidada.

Na prática, a Justiça entendeu que não bastava apenas demonstrar que a área é pública. Para uma retirada urgente, seria necessário esclarecer melhor como se deu a posse, desde quando o Lions está no local, qual era a destinação anterior da área e de que forma o Município exercia controle sobre os imóveis.

Discussão ainda não acabou

A negativa da liminar não significa que a Prefeitura perdeu a ação. Significa apenas que, por enquanto, não haverá reintegração imediata.

O Lions Clube deverá ser citado para apresentar defesa. Depois disso, o Município poderá se manifestar novamente e o caso será analisado com mais profundidade.

A discussão, portanto, ainda está em fase inicial. O Judiciário deverá avaliar se a permanência da entidade no local é irregular, se houve autorização anterior, qual é a situação jurídica dos imóveis e se a retomada da área pelo Município deve ou não ser determinada ao fim do processo.

A decisão judicial deixou claro que a situação precisa ser melhor esclarecida antes de uma medida mais drástica.

A CGN deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Cascavel e do Lions Clube, caso queiram se pronunciar sobre o caso.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X