Caso Miguel: TJ-PE nega recurso e mantém pena de 7 anos de prisão para Sari Corte Real

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A ex-primeira-dama de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, recorre da condenação em liberdade. Sari foi condenada pelo crime de abandono de incap...

Por Agência Estado

Os desembargadores da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) decidiram na tarde desta quinta-feira, 21, por seis votos a cinco, manter a condenação de sete anos de prisão para Sari Corte Real pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, que aconteceu em 2020. Eles também mantiveram o regime fechado para início do cumprimento da pena.

A ex-primeira-dama de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, recorre da condenação em liberdade. Sari foi condenada pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte em junho de 2022. O Estadão tenta contato com a defesa.

O menino Miguel, que tinha 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros – do 9º andar de um edifício de alto padrão na área central do Recife. O garoto, filho da empregada doméstica Mirtes Santa, subiu sozinho pelo elevador enquanto estava sob cuidados de Sari. A mãe dele estava passeando com os cachorros dos patrões. À época, junho de 2020, o marido da condenada era prefeito de Tamandaré.

Na primeira instância, a ex-primeira-dama foi condenada a oito anos e seis meses de prisão, em regime fechado. Após recurso da defesa, a Terceira Câmara Criminal do TJ-PE havia reduzido a pena para sete anos de prisão e mantido o regime fechado para início do cumprimenta da pena. Porém, nesse julgamento, três desembargadores apresentaram votos com penas diferentes.

Diante disso, a defesa de Sari entrou com novo recurso, chamado embargos infringentes, analisado nesta quinta pela Seção Criminal, para tentar fazer prevalecer o voto da desembargadora Daisy Andrade, que reduziria a pena para seis anos de prisão e o regime inicial para o semiaberto.

Entre os argumentos da defesa, a pouca idade de Miguel não deveria ter sido considerada para aumentar a pena por já fazer parte do crime de abandono de incapaz – tese que não foi acolhida pela maioria dos desembargadores. O julgamento desta quinta teve duração de cerca de 1h30. A defesa de Sari ainda poderá tentar recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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