
Pesquisa mostra Haddad atrás de Tarcísio em São Paulo e com maior rejeição entre candidatos
Levantamento Paraná Pesquisas aponta vantagem do atual governador nos cenários testados, alta aprovação da gestão estadual e rejeição de 44,9% ao nome de Fernando Haddad....
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Por Redação CGN
A nova pesquisa Paraná Pesquisas no Estado de São Paulo traz um conjunto de números desfavoráveis para Fernando Haddad em uma eventual disputa pelo governo paulista em 2026. Embora o petista apareça como o principal nome de oposição e tenha crescido na comparação com levantamentos anteriores, ele segue atrás de Tarcísio de Freitas nos cenários estimulados e aparece como o candidato com maior rejeição entre os nomes testados.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de maio de 2026, com 1.640 eleitores em 82 municípios paulistas. A margem de erro é de aproximadamente 2,5 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-02706/2026.
Tarcísio lidera nos cenários para governador
Corrida ao Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas aparece à frente de Fernando Haddad no cenário estimulado testado pelo Paraná Pesquisas em maio de 2026.
No cenário estimulado com mais candidatos, Tarcísio de Freitas aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 33,5% de Fernando Haddad. Paulo Serra tem 4,3%, e Kim Kataguiri aparece com 3,4%. Outros 6,5% dizem votar em nenhum, branco ou nulo, enquanto 5,1% não souberam ou não opinaram.
A diferença entre Tarcísio e Haddad nesse cenário é de 13,8 pontos percentuais. Para o petista, o dado negativo é que, mesmo consolidado como principal adversário do governador, ele ainda não encosta no líder da disputa.
No cenário direto entre os dois, a vantagem de Tarcísio também se mantém. O governador aparece com 52,7%, contra 37,6% de Haddad. Nesse recorte, 5,7% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum, e 4% não souberam responder.
Haddad tem a maior rejeição
O ponto mais delicado para Haddad no levantamento está na rejeição eleitoral. Segundo a pesquisa, 44,9% dos eleitores dizem que não votariam nele para governador. O índice é o maior entre todos os nomes avaliados.
Tarcísio aparece com rejeição de 27,3%, bem abaixo do adversário. Kim Kataguiri tem 16,5%, e Paulo Serra, 15,1%. Como a pergunta permitia mais de uma resposta, os percentuais não somam 100%.
A rejeição de Haddad também subiu em relação ao levantamento anterior. Em abril, ele era rejeitado por 42,9% dos entrevistados. Agora, aparece com 44,9%, uma alta de dois pontos percentuais.
Rejeição é especialmente alta entre homens e eleitores religiosos
A pesquisa mostra que a resistência a Haddad é mais forte entre alguns segmentos do eleitorado paulista. Entre os homens, 53,9% afirmam que não votariam nele para governador. Entre as mulheres, o índice é menor, de 36,9%.
Outro dado sensível aparece no recorte religioso. Entre os eleitores que disseram ter participado de celebração religiosa nos dez dias anteriores à entrevista, a rejeição a Haddad chega a 51%. Entre os que não participaram, o índice é de 38,7%.
Esse recorte ajuda a explicar parte da dificuldade do petista em reduzir a vantagem de Tarcísio, especialmente em um estado onde o voto conservador e religioso tem peso eleitoral relevante.
Maioria acredita que Tarcísio vencerá
Além da intenção de voto, a pesquisa perguntou aos eleitores quem eles acreditam que vencerá a eleição. Nesse quesito, Tarcísio também aparece em posição confortável: 54,9% dos entrevistados dizem acreditar que ele será o vencedor.
Haddad é citado por 28,6%. Outros 14,4% não souberam ou não opinaram. A percepção de vitória costuma ser um indicador importante porque pode influenciar o comportamento de eleitores indecisos ou menos engajados politicamente.
Aprovação do governo reforça vantagem de Tarcísio
Outro fator desfavorável a Haddad é a avaliação da gestão estadual. De acordo com o levantamento, 64,4% dos eleitores aprovam a administração de Tarcísio de Freitas, enquanto 31,5% desaprovam.
Na avaliação qualitativa, 48,6% classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 26,8% consideram a gestão regular. As avaliações negativas somam 22,5%, sendo 7,3% de ruim e 15,2% de péssima.
Esse cenário mostra que Haddad enfrentaria não apenas um adversário eleitoralmente competitivo, mas também um governador com aprovação majoritária no estado.
O que os números indicam
O levantamento não elimina a competitividade de Haddad. Pelo contrário: ele aparece isolado como principal adversário de Tarcísio e registrou crescimento em relação a pesquisas anteriores. No cenário com mais candidatos, por exemplo, passou de 17,2% em julho de 2025 para 33,5% em maio de 2026.
Ainda assim, os dados mais desfavoráveis ao petista são claros: ele segue atrás de Tarcísio, perde no confronto direto, tem a maior rejeição entre os nomes testados e enfrenta um governador bem avaliado pela maioria dos eleitores paulistas.
Para uma eventual campanha, o principal desafio de Haddad seria reduzir sua rejeição e ampliar apoio fora dos segmentos onde já aparece mais competitivo, especialmente entre mulheres e eleitores que não participaram recentemente de celebrações religiosas. Até aqui, segundo a pesquisa, Tarcísio mantém vantagem consistente no maior colégio eleitoral do país.
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