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Foto: Reprodução / Unioeste

Cesta básica de Toledo sobe 2,31% em abril e consome quase metade do salário-mínimo

Relatório da Unioeste mostra que trabalhador precisa de 93 horas para comprar itens básicos; tomate e batata puxaram alta...

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Por Silmara Santos

Foto: Reprodução / Unioeste

O custo da cesta básica de alimentos em Toledo, no Oeste do Paraná, voltou a subir em abril de 2026 e já consome quase metade do salário-mínimo líquido dos trabalhadores. Segundo pesquisa divulgada pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Unioeste, o valor da cesta individual chegou a R$ 687,82, um aumento de 2,31% em relação a março. O relatório foi publicado em abril de 2026 e está disponível para consulta no site da Unioeste.

Tomate e batata lideram aumento dos preços

Entre os 13 itens pesquisados, o tomate foi o campeão de aumento, com alta de 16,48% no mês, seguido pela batata (14,65%) e pelo leite (10,26%). O pão francês subiu 6,37% e a carne ficou 3,26% mais cara. Por outro lado, a banana ficou 26,56% mais barata, assim como o açúcar (-11,62%), a margarina (-6,40%) e o café (-3,87%).

Salário-mínimo não cobre cesta básica familiar

O levantamento aponta que para comprar a cesta básica individual, o trabalhador precisa desembolsar 45,87% do salário-mínimo líquido (R$1.499,43). Isso significa trabalhar 93 horas e 21 minutos no mês só para garantir o básico. Já a cesta familiar, para uma família de quatro pessoas, custa R$2.063,47 — valor 37,62% acima do salário-mínimo.

Comparação com outras cidades

Em comparação com outras cidades do Paraná e capitais do Brasil, Toledo teve aumento menor que cidades vizinhas como Cascavel (6,70%) e Pato Branco (6,38%). Ainda assim, a cesta básica da cidade é mais cara que a de Pato Branco, Dois Vizinhos e Recife, mas mais barata que Curitiba, Florianópolis e São Paulo.

Salário ideal deveria ser quase quatro vezes maior

Segundo a pesquisa, para cobrir todos os gastos básicos de uma família (alimentação, moradia, transporte, etc.), o salário-mínimo em Toledo precisaria ser de R$5.778,41 — quase quatro vezes o valor atual. A média nacional, segundo o DIEESE, seria ainda maior: R$7.612,49.

Preços seguem tendência nacional

O relatório mostra que Toledo segue a tendência nacional de aumento dos preços dos alimentos, acompanhando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou alta de 4,39% nos últimos 12 meses. O grupo de alimentação e bebidas foi o que mais pesou no bolso do consumidor.

Volatilidade dos preços preocupa

A pesquisa destaca que os preços da cesta básica têm oscilado bastante nos últimos meses, com aumentos e quedas ao longo do ano. Nos últimos 12 meses, o custo acumulado da cesta subiu 1,13%. Desde o início da pesquisa, em 2021, o aumento já chega a 40,77%.

Por que os preços estão subindo?

Segundo os pesquisadores, fatores sazonais, clima, oferta e demanda, além de questões econômicas nacionais e internacionais, explicam as variações. Produtos como tomate e batata, por exemplo, ficaram mais caros devido à menor oferta entre as safras.

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