AMP

APP-Sindicato denuncia aula com teor racista e cobra formação sobre o tema para profissionais da educação

Sindicato encaminhou um ofício solicitando a retirada do material, que perpetua uma visão racista...

Publicado em

Por Mariana Lioto

No último dia 4 deste mês, uma aula de língua portuguesa gerou repúdio por parte do movimento negro. Na ocasião, o material presente na atividade foi publicado na plataforma online e trata de uma interpretação de uma figura de uma mão negra algemada, com símbolos de um cifrão e de grandes marcas de produtos que são consumidos.

Entendendo que o teor da imagem não se aplica ao objetivo do conteúdo, que segundo a professora é uma crítica ao consumismo, a APP-Sindicato encaminhou um ofício à Secretaria de Estado da Educação (Seed) solicitando a retirada da aula da plataforma virtual. A Secretaria de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo enfatiza que uma coisa é o processo de escravização do povo negro, que não se deu espontaneamente e sim de forma desumanizadora e violenta, outra coisa é o processo de dependência ao consumismo imposta pelo processo de acumulação capitalista.

Luiz Carlos dos Santos, secretário da pasta, enfatiza que é preciso entender como o racismo se estrutura na sociedade, para que assim o tema possa ser discutido corretamente, sem reproduzir um ideal racista e ofensivo, que ajuda a perpetuar a mentalidade preconceituosa. “O racismo é estruturante de nossa sociedade, e as práticas racista são cotidianamente ensinadas e reproduzidas em nossa sociedade. As leis 10639/03 e 11645/08, surgem, a partir da pauta do movimento social negro para que a história e a cultura do povo negro e indígena sejam inseridas no currículo escolar, na perspectiva de uma educação não racista. Se faz urgente a implementação dessas leis”.

O secretário aponta ainda para a necessidade a necessidade da formação continuada acerca das referidas leis. “ De posse desse conhecimento os professores evitariam cometer esses erros absurdos. Após 17 anos dessa lei, não dá para um professor alegar desconhecimento de práticas racistas .Reforçamos aqui a necessidade da formação continuada acerca das referidas leis”, explica Luiz Carlos.

A APP-Sindicato destaca também que o governo, através da Seed, precisa retomar os processos formativos, pois erros como este demonstram a necessidade de investir em políticas educativas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial. O Sindicato reforça ainda que eventos como o encontro do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico Racial do Paraná (FPEDER) e com a formatação das equipes multidisciplinares, a educação pode alcançar um grande avanço no debate da questão racial.

Assessoria

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X