
‘Ou regulamenta ou vai piorar’: Transitar apresenta à Câmara regras duras para motos elétricas
Em entrevista ao Estúdio CGN nesta terça-feira (5), a coordenadora de Educação no Trânsito da Transitar, Luciane de Moura, não escondeu o tom de urgência —...
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Por Luiz Haab
Cascavel está diante de uma encruzilhada no trânsito — e o recado das autoridades é que não dá mais para ignorar o problema. A explosão no uso de veículos autopropelidos, como motos elétricas e similares, acendeu um sinal vermelho que agora chegou oficialmente à Câmara de Vereadores.
Em entrevista ao Estúdio CGN nesta terça-feira (5), a coordenadora de Educação no Trânsito da Transitar, Luciane de Moura, não escondeu o tom de urgência — nem a preocupação.
“Estamos tendo, em média, dois sinistros com vítimas por dia. Não dá mais pra suportar”, afirmou.
Bomba-relógio
O cenário descrito é alarmante: acidentes diários, aumento de vítimas e um crescimento desordenado do uso desses veículos. Enquanto isso, o trânsito da cidade tenta acompanhar uma realidade que mudou rápido demais — e sem regras claras.
Segundo Luciane, o projeto de regulamentação não nasceu de forma isolada. Ele foi construído “a várias mãos”, envolvendo Transitar, Polícia Militar, Conseg, técnicos e entidades da sociedade civil. Ou seja, não é improviso — é reação a uma crise real.
O que pode mudar (e vai impactar muita gente)
Se aprovado, o projeto promete mexer diretamente na rotina de quem utiliza autopropelidos. Entre as principais propostas:
• Idade mínima de 16 anos (mais rígida que cidades como Toledo, que adotou 14)
• Uso obrigatório de capacete
• Circulação obrigatória em ciclovias e ciclofaixas
• Proibição em vias acima de 40 km/h
• Proibição de circular em calçadas (exceto casos específicos, como pessoas com deficiência)
• Nada de celular ou fone de ouvido durante o uso
• As duas mãos sempre no guidão
• Sem ciclovia? Circulação no bordo da via, no sentido dos carros
As regras podem parecer duras — e são mesmo. Mas têm um objetivo claro: frear o avanço dos acidentes antes que a situação saia totalmente do controle.
“Nós não vamos proibir ninguém de utilizar. Nós vamos regulamentar.”
O projeto agora segue para análise dos vereadores — e deve gerar discussão intensa. De um lado, usuários que defendem liberdade e praticidade. Do outro, autoridades alertando para um problema que já virou estatística diária.
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