Spike Lee elogia filme sobre Michael Jackson e fala sobre omissão de acusações de abuso

Segundo Lee, o longa se encerra em 1988, antes dos episódios citados por parte da crítica, que vieram à tona anos depois. Para o diretor, a...

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Por Agência Estado

O diretor Spike Lee saiu em defesa do filme Michael, cinebiografia de Michael Jackson, após críticas à ausência de menções às acusações de abuso sexual infantil envolvendo o artista. Em entrevista à CNN, o cineasta afirmou que a escolha narrativa está diretamente ligada ao recorte temporal adotado pela produção.

Segundo Lee, o longa se encerra em 1988, antes dos episódios citados por parte da crítica, que vieram à tona anos depois. Para o diretor, a cobrança por incluir esses acontecimentos desconsidera a proposta do filme e compromete a análise da obra dentro de sua própria cronologia.

“Em primeiro lugar, se você é um crítico de cinema e está reclamando de todas essas outras coisas, o filme termina em 1988. E as coisas de que você está falando, as acusações, aconteceram depois. Então você está criticando o filme por algo que você quer que esteja lá, mas que não se encaixa na cronologia do filme”, disse Lee.

Críticas e defesa do recorte narrativo

A cinebiografia tem dividido opiniões desde sua estreia. Parte da crítica especializada questiona a ausência de episódios polêmicos da vida do cantor, especialmente as acusações que surgiram a partir da década de 1990.

Para Spike Lee, no entanto, esse tipo de questionamento não se sustenta dentro da proposta do filme. O diretor argumenta que a narrativa se concentra em um período específico da trajetória de Michael Jackson, focando na ascensão do artista até o auge de sua carreira nos anos 1980.

Além disso, o cineasta destacou a recepção positiva do público, apontando o sucesso de bilheteria como um indicativo do interesse e da conexão dos fãs com a obra.

Relação pessoal com o artista

Em tom mais pessoal, Spike Lee relembrou sua proximidade com Michael Jackson, com quem trabalhou ao longo da carreira. O diretor foi responsável pelo clipe de They Dont Care About Us, além de documentários que exploram diferentes fases da trajetória do cantor.

Lee também mencionou o cantor Prince, ressaltando o impacto de ambos em sua vida pessoal e profissional. Para ele, os dois artistas representam figuras fundamentais na cultura musical contemporânea.

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