Alunos denunciam más condições e cobrança de taxa em escola estadual de Cascavel

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Estudantes do CEEP relatam goteiras, piso solto e escadas escorregadias; Secretaria de Educação promete vistoria e apuração de cobrança...

Por Silmara Santos

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Estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Pedro Boaretto Neto, em Cascavel, entraram em contato com a CGN para relatar problemas graves na estrutura da escola e a cobrança de uma taxa trimestral que, segundo eles, não tem resultado em melhorias no prédio. As denúncias foram recebidas pela reportagem nesta terça-feira (29).

Segundo os alunos, a situação dentro da escola é preocupante:

“Você anda pela sala, e cai o piso, goteiras por tudo, inclusive na escada por onde os alunos descem”, relatou um estudante.

Eles afirmam que, em dias de chuva, a água invade até o auditório e as escadas ficam escorregadias, aumentando o risco de acidentes.

“Tia não tira essa água onde é escorregadio demais para andar. Você concorda que é inaceitável isso?”, questionou outro aluno.

Cobrança de R$ 50 por trimestre

Além dos problemas estruturais, os estudantes denunciam que estão sendo cobrados R$ 50 por trimestre, supostamente para manutenção da escola.

“O diretor tá pedindo 50 reais por trimestre pra cada aluno pagar e não arruma telhado, vai sempre pras mesma coisa, ar-condicionado e tomada. Agora chover dentro da escola não dá”, reclamou um estudante.

Procurada pela CGN, a Secretaria de Estado da Educação, por meio do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel, informou em nota que está ciente dos problemas causados pelas fortes chuvas e já realizou uma vistoria técnica no local para avaliar os reparos necessários. O NRE disse que a situação não comprometeu as aulas, que seguem normalmente.

Sobre a cobrança da taxa, o Núcleo afirmou que está averiguando a situação para verificar se a arrecadação está ocorrendo. Os relatos dos alunos mostram preocupação com a segurança e o bem-estar dentro do ambiente escolar. Eles pedem providências rápidas para evitar acidentes e garantir melhores condições de estudo.

A CGN segue acompanhando o caso.

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