Crianças estavam em casa quando polícia teria arrombado imóvel errado, diz família
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Por Redação CGN
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Eram pouco mais de 5h da manhã do dia 10 de março deste ano (2026), quando uma mãe e seus três filhos foram acordados pelo barulho nas portas da casa onde moravam, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. O que deveria ser o início de mais um dia comum, segundo a família, se transformou em uma cena de medo dentro do próprio lar.
De acordo com a versão apresentada à Justiça, policiais civis chegaram ao imóvel durante uma operação e entraram na residência de forma brusca. A família afirma que portas foram arrombadas e que agentes armados passaram a circular pela casa à procura de pessoas que não moravam ali.
Dentro do imóvel estavam a mãe, apontada como pessoa com deficiência, uma filha adolescente, de 15 anos, e dois bebês, um de 2 anos e outro de apenas 9 meses. Segundo o relato, todos foram surpreendidos pela ação policial ainda nas primeiras horas da manhã.
A mãe afirma que tentou entender o motivo da abordagem, mas teria sido impedida de fazer perguntas. Ainda conforme a versão da família, os policiais procuravam por duas pessoas ligadas a uma investigação criminal. Ela teria explicado que não conhecia os alvos da operação e que morava no local apenas com os filhos e o esposo, que não estava em casa naquele momento.
O episódio teria terminado com a constatação de que a diligência não era destinada àquela residência, mas sim ao imóvel vizinho. Depois disso, segundo o relato, os agentes seguiram para a casa ao lado.
Para a família, no entanto, o impacto da ação não terminou quando os policiais deixaram o imóvel. A mãe afirma que os filhos ficaram abalados e que a residência permaneceu com danos na porta, o que teria deixado todos em situação de insegurança nos dias seguintes.
O caso levanta uma discussão de interesse público sobre os limites da atuação policial, especialmente em operações realizadas dentro de residências. A Constituição protege o domicílio como espaço inviolável, e ações desse tipo exigem cautela redobrada para evitar que pessoas sem relação com investigações sejam expostas a riscos, medo ou constrangimento.
A família busca responsabilização do Estado do Paraná e pede indenização por danos morais. O pedido é de R$ 8 mil para cada integrante da família, totalizando R$ 32 mil.
Ainda não há decisão final sobre o caso. As informações apresentadas até o momento correspondem à versão da família levada ao Judiciário. O Estado do Paraná e a Polícia Civil poderão apresentar suas manifestações e esclarecer os fatos no decorrer do processo.