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Foto: Luiz Costa /SMCS

Pacientes de risco são monitorados com oxímetro para evitar evolução da Covid

Prefeitura de Curitiba acompanha a saturação do oxigênio no sangue....

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Por CGN 1

Foto: Luiz Costa /SMCS

Um aparelho na ponta do dedo levou Sônia Aguiar Antunes de Oliveira a tempo para o hospital, onde ficou internada e recebeu os cuidados para tratamento da covid-19.

Moradora do Barreirinha, diabética e com infecção pelo novo coroanvírus confirmada, Sônia recebeu o oxímetro da Unidade de Saúde Abaté para acompanhar a saturação de oxigênio no sangue.

“Foi isso que ajudou a salvar minha vida, quando vi que a saturação havia caído, fui correndo procurar atendimento”, disse a técnica em enfermagem que já está recuperada da doença.   

Para ajudar outras pessoas como Sônia, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba está monitorando com oxímetros pacientes do grupo de risco para infecção do novo coroanvírus, como idosos e pessoas com doenças crônicas com a covid-19 confirmada.

A iniciativa integra o projeto Alert(ar), fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba, Sociedade Brasileira de Infectologia e o instituto Estáter.

Parte dos aparelhos foi doada por empresas privadas e outros adquiridos pela SMS. Em Curitiba são cerca de 600 oxímetros usados para monitoramento de pacientes acima de 60 anos ou vulneráveis, com sintomas respiratórios ou com a infecção confirmada, que passaram por um serviço de saúde ou pela Central de Teleatendimento.

 “A covid-19 é uma doença de evolução muito rápida, e além de estar atentos aos sintomas, a saturação abaixo de 95% indica que o paciente deve procurar atendimento médico com urgência”, explica Juliano Gevaerd diretor de Atenção Primária da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

O monitoramento é feito pelas unidades básicas de saúde, entre o 5º e 9º dia dos sintomas. Nesse período em que a saturação pode baixar, a equipe faz visita domiciliar para verificar o nível de oxigênio no sangue.

Se constatar a queda da saturação, o paciente é direcionado imediatamente para atendimento médico numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde é iniciado o tratamento com medicação: suporte de oxigênio, dexametasona e heparina (uma combinação de anticoagulante com corticoide) para diminuir o processo inflamatório da infecção e os riscos de agravamento da covid-19.

“O tratamento no momento certo diminui as chances de o paciente evoluir para a entubação e UTI, podendo evitar mortes”, diz Pedro Almeida, diretor de Urgência e Emergência da SMS.

O foco do Alert(ar) são idosos acima de 60 anos com sintomas respiratórios, que por causa da covid-19 podem desenvolver hipóxia silenciosa. “É aquela falta de ar que a pessoa não percebe, e pode se agravar muito rapidamente por causa da infecção do coronavírus”, explica Gevaerd.

Na Regional Tatuquara, onde o projeto Alert(ar) começou em 28 de julho, 257 visitas a pacientes foram feitas e 83 pessoas monitoradas no período de dez dias. Desses, apenas três precisaram internamento para covid-19.

As informações são da Prefeitura Municipal de Curitiba.

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