Advogada é presa em Cascavel e acaba solta após fiança

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Veículo avariado, chave quebrada na ignição e adolescentes desconhecidos com um galão de gasolina: a noite inusitada de uma profissional do Direito qu...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em: 20/04/2026 às 17:00

O que era para ser apenas mais um veículo estacionado na Avenida Brasil em Cascavel, no Paraná, transformou-se em uma cena inusitada no inicio da manhã de ontem (19). A protagonista dessa história é uma mulher, cuja profissão chama a atenção para o enredo: ela é advogada.

Tudo começou quando as autoridades foram acionadas para verificar um veículo parado de maneira suspeita. Ao chegarem ao local, os agentes da Guarda Municipal e da equipe de trânsito se depararam com o cenário de uma noite agitada. O pneu dianteiro do lado do passageiro estava furado e a porta aberta. O interior do veículo estava em completa desordem, com objetos pessoais espalhados e no meio da bagunça, repousavam uma pasta azul de documentos, uma garrafa de vodca e uma garrafa PET de energético.

No banco do motorista estava a advogada, apresentando olhos vermelhos, dificuldade na fala e um comportamento descrito pelos agentes como irônico

Os adolescentes e o galão de gasolina

O caso ganhou contornos ainda mais curiosos quando dois adolescentes, que a condutora sequer tinha parentesco, surgiram na rua carregando um galão de gasolina. Segundo o relato dos jovens, eles haviam conhecido a mulher na Rua Paraná, onde ela lhes ofereceu uma carona.

A viagem, no entanto, foi digna de filme de comédia. Os adolescentes contaram que a advogada colidiu de raspão contra uma árvore e, logo em seguida, bateu no meio-fio, o que causou o estrago no pneu. Como se não bastasse, após o carro parar por falta de combustível, a motorista tentou dar a partida tantas vezes que acabou quebrando parte da chave dentro da ignição. Foi nesse momento que os rapazes decidiram ir a pé até um posto para buscar gasolina.

“Quanto vocês estão ganhando?”

Após inicialmente recusar o teste do bafômetro, a advogada acabou cedendo à verificação. O resultado do aparelho apontou 0,96 mg/L, confirmando a embriaguez.

A caminho da delegacia, viajando no banco de trás da viatura, sem algemas e em posse de sua bolsa, a advogada manteve uma postura desafiadora. Ela disparou contra a equipe policial: “Quanto vocês estão ganhando para ajudar os guardinhas da Transitar?”.

Já no interior da delegacia, a resistência continuou. Acompanhada por uma policial feminina, ela teria desobedecido à ordem de entregar seus pertences para ir à sala reservada, alegando que havia esquecido o celular na viatura da guarda. A desculpa durou pouco, pois a policial encontrou o aparelho dentro da própria bolsa da mulher.

A versão da advogada

Em sua defesa, a advogada apresentou uma versão um pouco diferente. Ela admitiu ter ingerido bebida alcoólica, mas jurou que não tocou no volante. Segundo seus relatos na delegacia:

  • Uma pessoa conhecida teria conduzido o carro até o local, e ela ficou apenas descansando no interior do veículo.
  • Ela negou conhecer os adolescentes e afirmou que eles não estavam em seu carro.
  • A advogada também negou ter batido o carro ou desacatado os policiais com ofensas sobre vantagens indevidas.
  • Sobre a chave quebrada, justificou que a ignição do carro já apresentava problemas antigos.

Apesar de negar tudo, a advogada foi autuada em flagrante sob suspeita de conduzir veículo sob influência de álcool, calúnia e desobediência.

Contudo, por possuir endereço fixo, não ter abalado gravemente a ordem pública e por exercer o trabalho lícito de advogada, a juíza plantonista concedeu a liberdade provisória. Para voltar para casa, a mulher precisou desembolsar o valor de R$ 1.000,00 a título de fiança e se comprometer a cumprir regras, como não mudar de residência sem avisar a Justiça.

Os dois adolescentes com o galão de gasolina, por sua vez, foram devidamente orientados e liberados no próprio local da confusão

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