Sexta começa cinzenta em Cascavel, mas alerta maior vem da seca no Paraná

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Na redação da CGN, o estagiário do tempo chega, olha pela janela e já entende o recado sem precisar de muita análise. A mínima de 18°C...

Por Diego Cavalcante

Atualizado em: 17/04/2026 às 08:56

A sexta-feira (17) amanhece em Cascavel com aquele cenário que não chega a ser ruim… mas também não empolga ninguém. O céu está nublado, a neblina aparece em alguns pontos e a cidade parece ter acordado em modo econômico. Nada de sol brilhando ou clima de sexta animada, hoje o tempo vem mais discreto.

Na redação da CGN, o estagiário do tempo chega, olha pela janela e já entende o recado sem precisar de muita análise. A mínima de 18°C traz um friozinho leve, acompanhado daquela umidade no ar que faz o clima parecer mais fechado do que realmente está. É o tipo de manhã que faz muita gente sair de casa meio indecisa, sem saber se leva casaco, guarda-chuva… ou só a coragem mesmo.

Ao longo do dia, a temperatura sobe de forma moderada, alcançando os 26°C, mas sem grandes mudanças no visual do céu. As nuvens continuam dominando a paisagem, mantendo o clima mais contido, sem aquele aspecto de tempo aberto.

E quando o assunto é chuva, o estagiário explica com aquele cuidado típico de quem já viu de tudo: são 11% de probabilidade, com acumulado de apenas 1,2 mm. Traduzindo: se chover, não será nada intenso, mas também não dá pra ignorar completamente. É aquele dia em que o guarda-chuva vai mais por precaução do que por necessidade.

A umidade relativa do ar varia entre 66% e 98%, reforçando essa sensação de tempo úmido e fechado, enquanto o vento aparece de forma leve, com rajadas de até 25 km/h, só pra movimentar o cenário sem grandes impactos.

No fim das contas, a sexta-feira em Cascavel segue sem grandes emoções: céu nublado, clima ameno e uma chance tímida de chuva rondando o dia. E o estagiário, já mais experiente, resume bem a situação enquanto fecha a previsão: hoje o tempo não promete nada… mas também não garante nada.

Mas antes de encerrar o boletim, ele resolve “subir o nível” da conversa e praticamente aciona um reforço técnico. É aí que entra o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, trazendo um olhar mais amplo sobre o que vem acontecendo no estado. E aí o clima da história muda um pouco, sai a leveza do dia e entra a preocupação de longo prazo.

Segundo Kneib, a seca já faz parte do cotidiano do paranaense e, nos últimos meses, a irregularidade das chuvas acabou favorecendo o avanço desse cenário, principalmente nas regiões oeste, noroeste e sudoeste do estado. Mesmo sendo um período tradicionalmente chuvoso, como os meses de verão, a distribuição das precipitações foi desigual, o que contribuiu para o estabelecimento de seca fraca em várias áreas e até moderada em partes do sudoeste. Isso já traz reflexos diretos, como impacto na agricultura e até em cursos d’água menores.

O estagiário, então, fecha o material com aquele contraste clássico: enquanto o dia em Cascavel segue tranquilo, com chance pequena de chuva, o cenário geral exige atenção. Porque às vezes o problema não está na chuva que pode cair hoje… mas na que deixou de cair ao longo dos últimos meses.

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