Execução no silêncio: 45 dias depois, um assassino segue invisível na cidade

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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

Atualizado em: 15/04/2026 às 16:52

Quarenta e cinco dias. Esse é o tempo que separa o brutal assassinato de João Vitor Mariano, de 18 anos, daquilo que deveria ser o mínimo esperado em um caso dessa gravidade: respostas.

Na madrugada de domingo que marcou o início de março, o que começou como uma discussão banal em um bar do bairro 14 de Novembro rapidamente se transformou em um cenário de caos. Testemunhas relatam gritos, empurrões, tensão crescente — até que tudo saiu do controle. Minutos depois, o som seco dos disparos rompeu a madrugada. Pelo menos 14 tiros. Um jovem morto no local. Outro lutando pela vida.

Mas o que aconteceu depois é tão inquietante quanto o próprio crime.

Apesar da quantidade de testemunhas, da existência de vídeos gravados logo após os disparos e de evidências claras — como cápsulas de munição espalhadas pela cena —, o autor dos tiros simplesmente desapareceu. Como alguém consegue executar um ataque dessa magnitude e evaporar sem deixar rastros?

A principal linha de investigação aponta que o suspeito teria deixado o local após a briga e retornado armado. Uma ação fria, calculada — ou impulsiva e vingativa? A resposta ainda não veio.

A Polícia Civil ouviu testemunhas, analisou imagens, seguiu pistas. Mesmo assim, um mês e meio depois, nenhuma identificação oficial foi divulgada. Nenhum nome. Nenhum rosto. Nenhuma prisão.

Nos bastidores, cresce a suspeita de que o autor pode ter fugido da cidade logo após o crime — hipótese que levanta outra questão incômoda: houve tempo suficiente para escapar sem ser interceptado?

Enquanto isso, familiares e amigos da vítima vivem um luto suspenso, alimentado pela ausência de justiça. Para eles, cada dia sem respostas é mais um capítulo de angústia.

E para a população, fica a sensação de insegurança: se um crime com tantas evidências ainda não foi solucionado, o que isso diz sobre a capacidade de resposta das autoridades?

O caso segue oficialmente “sob investigação”. Mas, fora dos relatórios, a pergunta que ecoa nas ruas de Cascavel é perturbadora:

Quem puxou o gatilho… e por que ainda não sabemos quem ele é?

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