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Ambulatório: pacientes recuperados da Covid-19 realizam teste sensorial no Huop

Aos 62 anos, ele teve o teste positivo para Sars-CoV-2 e uma recuperação lenta ...

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Por Fábio Wronski

Quem vê o Gesse Viana da Costa com o sorriso no rosto nem imagina a angústia que ele e a família passaram. Aos 62 anos, ele teve o teste positivo para Sars-CoV-2 e uma recuperação lenta. Foram aproximadamente dois meses, que ele precisou ficar internado na Ala Covid-19 do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), e destes dias, alguns foram na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde precisou até mesmo da ventilação mecânica.

Nessa segunda-feira (10), depois de dois meses da alta, ele retornou ao ambulatório do Huop para realizar os acompanhamentos de rotina, surpreendendo até mesmo às equipes pela motivação com a recuperação. “Estou bem, mas quero recuperar ainda mais. Tenho a esperança de ficar ainda melhor e mais forte”, diz Gesse, acompanhado da filha, Elissandra da Costa, que aproveitou para agradecer a todos que atenderam o pai nesse período. “É uma emoção muito grande o trazer aqui e estando bem. Estamos felizes e esperançosos que ele fique 100 por cento logo”, comenta.

O primeiro exame realizado pelo Gesse foi o sensorial. O teste tem como objetivo a avaliar o olfato e paladar dos pacientes acometidos pela Covid-19, que segundo a nutricionista Claudia Felicetti, é uma das principais queixas dos pacientes. “Muitos relatam a falta de odor e paladar ainda durante o internamento. Então temos como objetivo verificar em que período é manifestado essa falta de odor e paladar, como é a evolução, entre outros aspectos nutricionais”, explica

O teste do paladar conta com líquidos, a qual o paciente precisa identificar os gostos, amargos, doces, salgados e azedos. Já com relação ao olfato, os potes apresentam comidas e entre outros produtos, que devem ser identificados. “Aplicamos uma ferramenta, que é utilizada na indústria de alimentos, para identificar os sentidos. É uma metodologia científica bem detalhada e o diferencial é que esse teste é realizado presencialmente, aproveitando o retorno destes pacientes no ambulatório”, afirma.

Durante o exame, Gesse contou com alegria que já se alimenta bem, e também apresentou bons resultados com relação ao paladar, detectando facilmente o que foi apresentado. Com relação ao olfato, conseguiu identificar um dos preferidos, o café, o qual relatou a falta que sentiu durante o internamento. “Agora consigo comer de tudo, o café, o refrigerante, que senti bastante falta”, comenta.

Além do teste sensorial, a nutricionista também avalia o status nutricional dos pacientes. “Muitos pacientes que saem da UTI podem sentir falta de apetite, fraqueza, desnutrição. Nosso objetivo é avaliar e combater esses agravos para que a recuperação seja completa”, conclui Claudia.

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