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Foto: Divulgação/ arquivo

Projeto de Lei quer proibir sirenes barulhentas em escolas de Cascavel para proteger alunos sensíveis

Proposta prevê alternativas mais suaves ou visuais para marcar horários nas escolas, beneficiando estudantes com autismo, TDAH e outras condições sensoriais...

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Por Silmara Santos

Foto: Divulgação/ arquivo

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Cascavel quer acabar com o uso de sirenes e campainhas estridentes nas escolas públicas e privadas da cidade. A proposta, de autoria do vereador Everton Guimarães (Democrata), prevê a substituição desses sinais sonoros por alternativas mais suaves ou até mesmo avisos visuais, pensando especialmente na saúde e bem-estar de estudantes com hipersensibilidade auditiva, como crianças com autismo, TDAH, epilepsia e outras condições.

Por que mudar os sinais sonoros?

Segundo o texto do projeto, sons muito altos ou agudos, como as tradicionais sirenes escolares, podem causar desconforto físico e emocional, além de colocar em risco a saúde de alunos sensíveis a estímulos sonoros. Estudos e relatos de profissionais de saúde apontam que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Processamento Sensorial (TPS), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e epilepsia podem sofrer crises, ansiedade, dificuldades de concentração e até convulsões quando expostas a esses barulhos.

Como seria a mudança nas escolas?

O projeto sugere que as escolas adotem alternativas acessíveis e de baixo custo, como:

– Sinais sonoros suaves, com volume reduzido e timbre agradável – Músicas curtas ou melodias simples, em volume moderado – Toques diferenciados para início e término das aulas, sem causar desconforto – Avisos manuais ou visuais, como placas, gestos ou quadros informativos

O objetivo é garantir que todos os alunos possam estudar em um ambiente mais acolhedor e respeitoso às diferenças sensoriais.

Avaliação e implementação

Caso aprovado, o projeto prevê que a Prefeitura faça avaliações anuais para acompanhar os resultados das mudanças e sugira ajustes, se necessário. As novas regras devem entrar em vigor 120 dias após a publicação oficial da lei.

A proposta está alinhada com leis federais que garantem acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e não traz custos elevados para o município, já que as alternativas podem ser aplicadas com os recursos já existentes nas escolas.

O projeto foi aprovado por unanimidade em primeira votação e a segunda votação está marcada para esta terça-feira (07), na Câmara de Cascavel.

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