Cascavel está na rota e Anvisa aperta cerco contra canetas emagrecedoras; você já usou?

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Ao longo deste ano, a CGN vem mostrando que a região de Cascavel se tornou rota frequente desse tipo de crime. As apreensões são recorrentes, vari...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

Milhares de ampolas de medicamentos ilegais têm sido apreendidas em Cascavel por forças de segurança, em meio ao aumento do contrabando desses produtos pela fronteira com o Paraguai. Somente em 2026, ações da Receita Federal e das polícias têm revelado um fluxo constante de anabolizantes e emagrecedores entrando de forma irregular no Brasil.

Ao longo deste ano, a CGN vem mostrando que a região de Cascavel se tornou rota frequente desse tipo de crime. As apreensões são recorrentes, variando de dezenas a centenas de unidades e, em alguns casos, envolvendo esquemas maiores ou cargas avaliadas em valores milionários.

A ocorrência mais recente foi registrada nesta segunda-feira (6), durante mais uma ação conjunta da PF e da PM de Cascavel a um veículo abordado na BR-277, nas proximidades do Viaduto do XIV de Novembro. Durante a vistoria, os oficiais encontraram uma grande quantidade de medicamentos provenientes do Paraguai.

O avanço desse mercado irregular ocorre ao mesmo tempo em que cresce a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação desses produtos no país.

Regras mais apertadas

Também nesta segunda-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que vai endurecer as regras para importação e manipulação de medicamentos como a tirzepatida, utilizada no tratamento de diabetes e amplamente procurada para emagrecimento.

Segundo a agência, o Brasil importou, entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 quilos de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) — quantidade suficiente para produzir cerca de 20 milhões de doses de 5 mg. Esses insumos são a base para a fabricação das canetas utilizadas por pacientes.

A Anvisa destacou que, além dos medicamentos industrializados com registro sanitário, a legislação permite a produção em farmácias de manipulação, o que ampliou a circulação dessas substâncias e levantou dúvidas sobre o cumprimento das normas.

Diante desse cenário, a agência pretende revisar as regras para garantir que não haja comercialização irregular, como a venda em larga escala por farmácias — prática que não é permitida. Embora ainda não tenha detalhado as mudanças, a Anvisa informou que análises estão sendo feitas por um comitê técnico.

A revisão ocorre em um momento de aumento nos relatos de efeitos adversos relacionados a esses medicamentos. Dados apresentados pela agência indicam crescimento nas notificações, sendo que cerca de 26% dos casos estão ligados ao uso fora das indicações aprovadas em bula.

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