
Inca lança estudo para programa de rastreamento de câncer de pulmão
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) anunciou nesta quarta-feira (1º) o início de um estudo inédito que avaliará a viabilidade da implementação de um programa de......
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Por CGN
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) anunciou nesta quarta-feira (1º) o início de um estudo inédito que avaliará a viabilidade da implementação de um programa de rastreamento de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, financiado pela biofarmacêutica AstraZeneca, busca implementar uma diretriz nacional para detecção precoce da doença, com o objetivo de reduzir a mortalidade.
O estudo será conduzido pelo Inca, por um período de dois anos, com participação mínima de 397 pacientes, podendo ser expandido. Cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados de tabaco. A seleção dos pacientes para a pesquisa será realizada por um processo colaborativo com a Secretaria Municipal de Saúde, pelo seu Programa de Cessação de Tabagismo, que tem em torno de 50 mil participantes.
Por meio do rastreamento de câncer de pulmão, utilizando tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), reduz-se a mortalidade do câncer de pulmão em 20%, e, quando combinado com a cessação do tabagismo, essa redução chega a 38%, segundo o Jornal Brasileiro de Pneumologia.
O estudo será liderado pelo médico epidemiologista do Inca, Arn Migowski. “A gente vai tentar detectar cedo, antes de ter sintomas, um câncer de pulmão, e que a pessoa pare de fumar”, disse em cerimônia realizada no auditório do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.
Para Danilo Lopes, diretor médico da AstraZeneca, as parcerias público-privadas podem ocupar diversos espaços, inclusive na pesquisa.
“O fortalecimento do SUS passa pela aproximação entre setor público e privado. A AstraZeneca é uma companhia privada que atua em câncer de pulmão, mas quer fazer mais do que entregar medicamentos, mas também mudar a história da doença no país”, afirmou.
O presidente da Aliança Brasileira de Combate ao Câncer de Pulmão, Gustavo Prado, explica que no tabagismo existe um desafio recente que, pela primeira vez em mais de 15 anos, houve aumento e mudança na prevalência dessa condição com a introdução dos dispositivos eletrônicos, os vapes. “Mais pessoas estão fumando hoje, especialmente os mais jovens de 18 a 24 anos. A gente precisa novamente intensificar as estratégias de prevenção e numa linguagem que atinja os jovens”,
Câncer de pulmão
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil. De acordo com o Atlas de Mortalidade do Inca, em 2024 houve 32.465 óbitos decorrentes de câncer de brônquios e pulmão no Brasil. Esse número supera a soma das mortes por câncer de próstata (17.826) e de mama (20.849) no mesmo ano, os tipos de tumores mais incidentes na população brasileira.
Fonte: Agência Brasil
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