"Orifício bônus": ONG gera polêmica ao sugerir termo mais inclusivo em atendimento de saúde
Publicado em

Por Diego Cavalcante
Atualizado em
Uma recomendação da Jo’s Cervical Cancer Trust gerou repercussão internacional após reportagem publicada pelo The Telegraph. A organização, voltada à prevenção do câncer do colo do útero, incluiu em um glossário a sugestão do uso do termo “bonus hole” como alternativa à palavra “vagina”.
De acordo com a publicação, a proposta faz parte de um material direcionado a profissionais de saúde, com o objetivo de tornar o atendimento mais inclusivo, especialmente para homens transgênero e pessoas não binárias que ainda possuem útero e necessitam de exames preventivos.
O jornal britânico destacou que a iniciativa gerou críticas e debates públicos. Parte da população considerou o termo inadequado ou desnecessário, enquanto outros apontaram que a mudança poderia contribuir para constrangimentos em atendimentos médicos.
Segundo a ONG, o uso da expressão não é obrigatório, sendo apenas uma alternativa a ser utilizada quando o paciente demonstrar preferência por outra forma de se referir ao próprio corpo.
A repercussão ganhou força nas redes sociais e em veículos de imprensa internacionais, ampliando o debate sobre linguagem inclusiva na área da saúde e seus limites.