Neto que matou avô e foi preso em Cascavel viajou 600 km para roubar joias avaliadas em R$ 110 mil
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Por Fábio Wronski
Foram revelados detalhes sobre a prisão do jovem de 18 anos, nesta quarta-feira (25), sob suspeita de matar o próprio avô, Alceu Slivinski, de 66 anos, durante um assalto em Ubiratã, no oeste do Paraná. Segundo informações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o crime teria sido planejado pelo neto com o objetivo de roubar 184 gramas de ouro, avaliados em cerca de R$ 110 mil, para quitar dívidas.
De acordo com as investigações, o suspeito viajou aproximadamente 670 quilômetros de Joinville (SC) até Ubiratã acompanhado de um comparsa, cuja identidade não foi revelada. A dupla teria arquitetado o roubo e pretendia vender o ouro por pouco mais da metade do valor para levantar dinheiro e pagar débitos.
O crime ocorreu em um bar de propriedade da vítima, que também era sua residência. No momento da ação, não havia clientes no local. Conforme relato do policial militar Victor Galdino, os autores chegaram ao estabelecimento para tentar efetuar o roubo. Quando o avô percebeu a movimentação e tentou fugir para dentro da residência, o neto efetuou os disparos que resultaram na morte de Alceu Slivinski.
Após o crime, os suspeitos fugiram do local, mas foram localizados e presos horas depois na rodovia BR-277, a 88 quilômetros de Ubiratã. O veículo utilizado na fuga, um Volkswagen Polo, foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas na parte externa do estabelecimento.
Durante a abordagem, a polícia apreendeu o ouro roubado e a arma utilizada no crime. Segundo o delegado André Dias Dzindzik, o comparsa receberia R$ 4 mil pelo apoio na ação criminosa. Ambos confessaram o crime e devem responder por latrocínio, roubo seguido de morte.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pelas autoridades.